Facebook prepara tecnologia de inteligência artificial para combater ‘pornografia de vingança’

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Publicado sexta-feira, 15 de março de 2019 as 12:15, por: CdB

A nova tecnologia é adicional a um programa piloto que exigiu representantes treinados para rever imagens ofensivas.

Por Redação, com Reuters – de Nova York

O Facebook informou nesta sexta-feira que usaria inteligência artificial para combater a disseminação de fotos íntimas compartilhadas sem a permissão das pessoas, às vezes chamada de ‘pornografia vingativa’, em suas redes sociais.

O Facebook informou nesta sexta-feira que usaria inteligência artificial para combater a disseminação de fotos íntimas

A nova tecnologia é adicional a um programa piloto que exigiu representantes treinados para rever imagens ofensivas.

– Usando o aprendizado de máquina e a inteligência artificial, agora podemos detectar proativamente imagens ou vídeos íntimos que são compartilhados sem permissão – disse a gigante das redes sociais em um post no blog. “Isso significa que podemos encontrar este conteúdo antes que alguém o denuncie.”

Um membro da equipe de operações da comunidade do Facebook iria rever o conteúdo encontrado pela nova tecnologia, e se for considerada uma imagem ofensiva, irá removê-la ou desativar a conta responsável por espalhá-la, acrescentou a empresa.

O Facebook também lançará uma central de suporte chamada “Não Sem Meu Consentimento” em sua página do centro de segurança para pessoas cujas imagens íntimas foram compartilhadas sem o seu consentimento.

Facebook restabelece serviços após falha

O Facebook comunicou na quinta-feira que restabeleceu os serviços de seu principal aplicativo e do Instagram, depois de sofrer uma grande pane que frustrou usuários de todo o mundo durante cerca de 24 horas.

A maior rede social do mundo também disse que está cogitando ressarcir anunciantes pela perda de exposição causada pelos problemas, que monitores de panes na internet mostraram ter afetado usuários na Europa, no Japão e nas Américas do Norte e do Sul.

– Quarta-feira um problema de configuração de servidor dificultou o acesso das pessoas a nossos aplicativos e serviços. Estamos 100 por cento em funcionamento de novo e pedimos desculpas por qualquer inconveniente – disse um porta-voz do Facebook.

– Ainda estamos investigando o impacto geral deste problema, incluindo a possibilidade de ressarcimento dos anunciantes.

A plataforma recebe dezenas de milhões de dólares de renda de anúncios todos os dias.

Mais cedo, reportagens haviam dito que milhões de usuários foram afetados, e milhares usaram o Twitter na quarta e quinta-feiras para se queixarem com a hashtag #facebookdown.

O site DownDetector, uma das fontes virtuais mais usadas para se saber a quantidade de panes na rede, revelou que o número de queixas teve um pico de mais de 12 mil, diminuindo gradualmente para cerca de 180 às 12h (horário de Brasília) desta quinta-feira.

A BBC e alguns outros veículos de mídia disseram ter sido a pane mais longa da plataforma. À agência inglesa de notícias Reuters não conseguiu verificar estas afirmações de imediato, e o Facebook não quis comentar a respeito, limitando-se ao comunicado sobre o restabelecimento dos serviços.

As ações da empresa caíram quase 2 %  na quinta-feira.

Separadamente, o New York Times noticiou na quarta-feira que procuradores federais estão realizando uma investigação criminal sobre acordos de dados que o Facebook firmou com mais de 150 empresas de tecnologia, como Amazon e Apple.

O Facebook é alvo de uma série de ações civis e inquéritos de agências reguladoras a respeito de suas políticas de privacidade, inclusive investigações em andamento da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, da Comissão de Títulos e Câmbio dos EUA e de duas agências do Estado de Nova York.

Um porta-voz da rede social disse que a companhia está cooperando com os investigadores em vários inquéritos federais, sem tratar especificamente do inquérito do grande júri.

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