Facebook irá testar programa piloto de verificação de fatos com moderadores da comunidade

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Publicado quarta-feira, 18 de dezembro de 2019 as 12:24, por: CdB

O Facebook informou que pedirá aos moderadores de sua comunidade que verifiquem a veracidade do conteúdo da plataforma em um programa piloto.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco

O Facebook informou na terça-feira que pedirá aos moderadores de sua comunidade que verifiquem a veracidade do conteúdo da plataforma em um programa piloto nos Estados Unidos, conforme a rede social procura detectar a desinformação mais rapidamente.

O Facebook está sob pressão para policiar a desinformação em sua plataforma nos Estados Unidos antes da eleição presidencial de novembro de 2020
O Facebook está sob pressão para policiar a desinformação em sua plataforma nos Estados Unidos antes da eleição presidencial de novembro de 2020

A empresa trabalhará com o provedor de serviços de dados Appen para obter os moderadores da comunidade.

A gigante das mídias sociais disse que a empresa de dados YouGov conduziu um estudo independente de moderadores da comunidade e usuários do Facebook, que serão contratados para revisar o conteúdo sinalizado como potencialmente falso por meio de aprendizado de máquina, antes de ser enviado aos parceiros terceirizados de verificação de fatos do Facebook.

O Facebook está sob pressão para policiar a desinformação em sua plataforma nos Estados Unidos antes da eleição presidencial de novembro de 2020.

A empresa recentemente foi criticada por sua política de isentar da verificação de fatos anúncios veiculados por políticos, provocando a ira dos candidatos presidenciais democratas Joe Biden e Elizabeth Warren.

Moeda digital

A diretora do Federal Reserve Lael Brainard afirmou nesta quarta-feira que o projeto de moeda digital do Facebook, chamado de Libra, enfrenta “um pacote de desafios regulatórios”, incluindo esclarecimento sobre como será vinculada a uma cesta de ativos.

A libra é uma “stablecoin”, uma moeda digital vinculada a dinheiro ou outro ativo para que evite volatilidades de criptomoedas puras como o bitcoin. Segundo Brainard, esta garantia de estabilidade ainda precisa ser provada.

– O que diferenciaria a libra do Facebook, se ela seguir adiante, é a combinação de uma rede de usuários ativos que representa mais de um terço da população global com a emissão de uma moeda digital privada e vinculada de maneira pouco clara a uma cesta de moedas soberanas – afirma Brainard em comentários preparados para uma conferência em Frankfurt. “Sem a cobrança de salvaguardas, as redes de stablecoins em escala global podem colocar os consumidores em risco.”

Os comentários da diretora do Fed indicam que o projeto da libra ainda precisa ganhar apoio entre reguladores. Idealizada como um consórcio de companhias que apóia a moeda digital com ativos físicos, a libra tem sofrido deserções de importantes companhias de pagamentos como Paypal, Mastercard e Visa.

Reguladores de bancos centrais ao redor do mundo estão debatendo como administrar o avanço da tecnologia financeira, particularmente sistemas que são usados pelo bitcoin. Alguns analistas avaliam que é inevitável que os bancos centrais acabem emitindo suas próprias moedas digitais.

Com potencial para baixar custo e acelerar a velocidade de transferências de dinheiro, Brainard afirma que a tecnologia tem suas vantagens. Mas ela disse que há também “vantagens associadas com os arranjos atuais” baseados na emissão de dinheiro físico.

Criptomoedas, diz ela, ainda precisam superar obstáculos incluindo a possibilidade de fraude e uso para atividades como lavagem de dinheiro. Roubo e prejuízos com fraudes associados a criptomoedas mais que dobraram, para cerca de US$ 4,4 bilhões, em 2019, afirma Brainard.

– Dados os riscos, qualquer rede de pagamento global precisa cumprir um alto padrão de condições de segurança e jurídicas antes de lançar operações – avaliou a diretora do Fed nos comentários para a conferência.

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