Famílias brasileiras estão ainda mais endividadas, apura o BC

Arquivado em: Comércio, Indústria, Negócios, Serviços, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 28 de janeiro de 2021 as 17:42, por: CdB

O porcentual reflete o saldo das dívidas bancárias das famílias em relação à renda acumulada em 12 meses. Entram na conta todas as dívidas com bancos, incluindo as de financiamento imobiliário. O Banco Central divulgou que, em meio à pandemia, o endividamento das famílias brasileiras bateu recorde em outubro do ano passado.

Por Redação – de Brasília

Com a pandemia de coronavírus, o endividamento das famílias brasileiras bateu recorde em outubro do ano passado. Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC) mostram que, naquele mês, o endividamento chegou a 50,3%. Esse é o maior porcentual da série histórica, iniciada em 2005.

O percentual de inadimplentes chegou a 24,3%, taxa superior aos 23,9% de julho e aos 23,8% de agosto do ano passado
O percentual de inadimplentes tem aumentado a cada mês, desde o início da pandemia em março do ano passado

O porcentual reflete o saldo das dívidas bancárias das famílias em relação à renda acumulada em 12 meses. Entram na conta todas as dívidas com bancos, incluindo as de financiamento imobiliário.

O Banco Central divulgou que, em meio à pandemia, o endividamento das famílias brasileiras bateu recorde em outubro do ano passado, chegando a 50,3%.  Foto: André Dusek/Estadão

Ao avaliar o endividamento recorde, o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, afirmou que os 50,3% não são “um indicativo de que agora teremos problemas”.

— Mas (o dado) tem que ser olhado por bancos e famílias — ponderou.

Financiamento

Os números são um pouco mais defasados do que a divulgação dos dados de crédito, com resultados fechados até dezembro de 2020. Conforme o BC, o endividamento das famílias sem considerar financiamentos imobiliários atingiu 29,3% em outubro.

Os números do BC mostram ainda que o comprometimento da renda das famílias com as dívidas bancárias chegou a 21,7% em outubro. Nesse caso, o número reflete quanto da renda é destinado ao pagamento do serviço da dívida todos os meses.

O valor de 21,7% também é o maior da série histórica, mas já havia sido verificado também em setembro de 2015. Sem o financiamento imobiliário, o comprometimento da renda das famílias atingiu 18,9% em outubro do ano passado.