Fascismo avança no Brasil com apoio de Alckmin, afirma Haddad

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Publicado terça-feira, 2 de outubro de 2018 as 15:19, por: CdB

Pesquisa Ibope, divulgada na véspera, mostrou que a rejeição de Haddad saltou de 27 para 38%.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

Candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad atribuiu, nesta terça-feira, o aumento de seu índice de rejeição na mais recente pesquisa do Ibope; aos sucessivos ataques que vem recebendo do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. O tucano, no entanto, não tem se beneficiado disso, mas sim “o fascista”, afirma Haddad.

Haddad tem sido alvo de severos ataques, na reta final da campanha presidencial
Haddad tem sido alvo de severos ataques, na reta final da campanha presidencial

Pesquisa Ibope, divulgada na véspera, mostrou que a rejeição de Haddad saltou de 27 para 38%. Ao mesmo tempo, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, ampliou sua vantagem na liderança das intenções de voto para 31 a 21% sobre Haddad, enquanto Alckmin permaneceu com 8%.

— Nós estamos sofrendo muito ataque do PSDB. Mas isso não está favorecendo o PSDB, mas sim o fascista. Todo ataque nesse contexto você alimenta o ódio e o fascismo. É o que está acontecendo no Brasil, e quanto mais alimentar o ódio mais o fascismo vai crescer… e parte expressiva da elite brasileira abandonou a social-democracia pelo fascismo — disse Haddad a jornalistas, antes de visitar a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Saúde

Ao ser questionado se estava se referindo ao candidato do PSL quando falou que os ataques tucanos favoreciam o fascismo, Haddad disse:

— Você entenda como você quiser.

O candidato do PT disse ainda que, se eleito, vai se esforçar para aumentar os investimentos na área da saúde. Estes chegariam a 6% do PIB, segundo ele. Ele lembrou que esse patamar foi superado na área da educação quando ele foi ministro; no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente 4% do PIB vai para área da saúde, segundo Haddad. A revogação da PEC do teto de gastos ajudará a cumprir esse objetivo, frisou.

— Nós queremos revogar no bojo da reforma tributária para dar confiança de que as finanças públicas estão arrumadas, e hoje não há um deputado ou senador que não esteja arrependido de ter votado essa bobagem — disse Haddad sobre o teto de gastos.

Bolsonaro

O candidato voltou a afirmar que em seu eventual governo irá aliviar os impostos cobrados dos mais pobres para estimular o consumo e cobrar mais dos mais ricos, que têm uma carga menor de impostos, segundo dados oficiais.

Na outra ponta, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), grupo de extrema direita que reúne 261 deputados federais e senadores da bancada ruralista, que defendem pautas de interesse do setor, anunciou nesta terça-feira de forma oficial apoio a Bolsonaro.

A FPA diz, em nota, que tomou a posição “atendendo ao clamor do setor produtivo nacional, de empreendedores individuais aos pequenos agricultores e representantes dos grandes negócios”. A Frente, que apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), disse que a polarização entre Bolsonaro e o candidato do PT, Fernando Haddad, apontada pelas últimas pesquisas “causa grande preocupação com o futuro do Brasil”, e que por isso decidiu se unir em torno do candidato do PSL.

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