Febre amarela: sociedades médicas divulgam orientações sobre vacinação

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Publicado domingo, 15 de abril de 2018 as 12:35, por: CdB

O objetivo é dar segurança aos médicos e outros profissionais da saúde envolvidos na orientação da população brasileira para aumentar a adesão à vacinação contra a febre amarela

Por Redação, com ABr– de Brasília:

Quatro entidades médicas divulgaram uma nota técnica para esclarecer alguns pontos sobre a vacinação contra a febre amarela. O objetivo é dar segurança aos médicos e outros profissionais da saúde envolvidos na orientação da população brasileira para aumentar a adesão à vacinação contra a febre amarela.

Sociedades médicas divulgam orientações sobre vacinação contra a febre amarela

Protocolo inédito

Os documentos são assinados pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm); Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A nota técnica inclui um protocolo inédito para orientar os profissionais; que atuam na triagem sobre quem pode ou não ser vacinado.

O guia contém perguntas sobre o uso de medicamentos, presença de determinadas enfermidades; e histórico de alergia grave ao ovo ou a algum dos componentes da vacina. Entre os grupos que não devem ser vacinados estão crianças menores de 6 meses de idade; pacientes com reação de hipersensibilidade grave a algum componente da vacina, pacientes em uso de medicamentos biológicos em geral; pacientes em uso de medicamentos imunossupressores e pessoas com história de doença do timo.

Grupos de precaução

Já para os chamados grupos de precaução, a recomendação da vacina de febre amarela precisa ser analisada previamente pelo médico ou profissional da saúde. “Isto acontece naquelas situações em que a contraindicação não deve ser generalizada para todos; mas merece cuidado na avaliação dos riscos (possibilidade de se infectar versus possibilidade de evento adverso grave; e os benefícios para seu paciente quando o risco de se infectar é maior que o risco de evento adverso grave)”, informa o documento.

São considerados grupos de precaução: pessoa com doenças imunossupressoras ou em tratamento com medicamentos imunossupressores; gestantes; pessoas maiores de 60 anos de idade, mulheres amamentando lactentes com menos de 6 meses de idade, pessoas que vivem com HIV/Aids e pessoas com doenças autoimunes; como lúpus, doença de Addison e artrite reumatoide.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil confirmou 1.127 casos e 331 óbitos; entre 1º julho de 2017 a 10 de abril deste ano. Os Estados do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo estão com a cobertura abaixo da meta, que é de 95%, e 10 milhões de pessoas ainda precisam se vacinar contra febre amarela.

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