Fed: ajustes nos EUA serão insuficientes para compensar potenciais choques

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Publicado quinta-feira, 3 de outubro de 2019 as 12:19, por: CdB

O Fed reduziu a taxa de juros dos EUA duas vezes este ano, uma vez que as empresas norte-americanas foram afetadas por crescentes tensões comerciais com a China.

Por Redação, com Reuters – de Whashington

As perspectivas para a economia dos Estados Unidos são “bastante boas”, mas ajustes modestos na política monetária não serão suficientes para compensar possíveis choques econômicos, disse nesta quinta-feira o presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans.

Segundo o Fed, apenas um gerenciamento de riscos para ajudar a melhorar as coisas, à medida que nos esforçamos para obter crescimento de aproximadamente 2% (nos EUA) nos próximos 18 meses
Segundo o Fed, só um gerenciamento de riscos para melhorar à medida que há esforços para obter crescimento de aproximadamente 2% (nos EUA) nos próximos 18 meses

O Fed reduziu a taxa de juros dos EUA duas vezes este ano, uma vez que as empresas norte-americanas foram afetadas por crescentes tensões comerciais com a China, risco político – incluindo o divórcio potencialmente caótico do Reino Unido da União Europeia – e enfraquecimento do crescimento econômico na Alemanha e em outros países.

– Se houver um evento que choque a economia mundial ou a economia dos EUA, esses ajustes modestos não serão nem um pouco suficientes, isso é apenas um gerenciamento de riscos para ajudar a melhorar as coisas, à medida que nos esforçamos para obter crescimento de aproximadamente 2% (nos EUA) nos próximos 18 meses – disse Evans em uma conferência em Madri.

– A economia dos EUA continua a crescer acima da tendência… as perspectivas econômicas dos EUA são bastante boas, ainda têm fortes fundamentos – disse ele, acrescentando contudo que as tensões comerciais ainda apresentam riscos negativos, potencialmente adiando as decisões de investimento das empresas.

Além das preocupações comerciais, os Estados Unidos ganharam aprovação na quarta-feira para cobrar tarifas de importação sobre mercadorias europeias no valor de US$ 7,5 bilhões, devido a subsídios ilegais da UE concedidos à Airbus (AIR.PA), o que ameaça desencadear uma guerra comercial retaliatória transatlântica.

Independência

O Federal Reserve continua a ter “uma quantidade razoável de independência” e está focado em seu mandato, apesar das críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suas medidas de política monetária, disse nesta quinta-feira o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans.

– As pessoas podem te criticar… (mas) o que precisamos fazer é manter a cabeça baixa e prestar atenção no nosso objetivo do mandato” de emprego e inflação – disse Evans em uma conferência em Madri.

Na terça-feira, Trump renovou as críticas ao banco central dos EUA, dizendo que o Fed tem mantido a taxa de juros “muito alta” e que um dólar forte está prejudicando as fábricas norte-americanas.

Sobre pedidos de auxílio-desemprego nos EUA

O número de norte-americanos que pediram auxílio-desemprego teve um aumento apenas marginal na semana passada, sugerindo que o mercado de trabalho continua forte, mesmo com os empregadores cada vez mais cautelosos ao contratar trabalhadores.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA aumentaram em 4 mil, para 219 mil em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 28 de setembro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Os dados da semana anterior foram revisados para mostrar mais 2 mil solicitações recebidas do que as relatadas anteriormente.

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