Fifa avalia proposta bilionária para expandir Mundial de Clubes

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Publicado quinta-feira, 12 de abril de 2018 as 11:45, por: CdB

Torneio seria disputado a cada quatro anos por 24 equipes. Oferta de US$ 25 bilhões feita por investidores sauditas, chineses e americanos prevê ainda nova competição de seleções

Por Redação, com DW – de Zurique:

A Fifa avalia uma proposta bilionária de um grupo de investidores da Arábia Saudita, da China e dos Estados Unidos para expandir o atual Mundial de Clubes e criar um novo torneio para seleções nacionais, noticiou a imprensa americana na terça-feira.

A proposta foi apresentada ao Conselho da Fifa pelo presidente da federação, Gianni Infantino, em março

Segundo o jornal The New York Times, o primeiro a noticiar a proposta, na prática o grupo de investidores compraria os dois torneios por US$ 25 bilhões. A agência de notícias AP acrescentou que o negócio valeria inicialmente por 12 anos.

A proposta foi apresentada ao Conselho da Fifa pelo presidente da federação, Gianni Infantino; durante um encontro em Bogotá, na Colômbia, no mês passado; sem esclarecer quem são os investidores. Segundo ele, uma resposta deve ser dada pela Fifa em 60 dias.

Fifa

A Fifa manteria 51% das ações da joint venture com os investidores; que garantiriam um faturamento de no mínimo US$ 25 bilhões no período acertado; relataram, sob condição de anonimato, pessoas familiarizadas com o negócio à AP.

A agência detalhou que o Mundial de Clubes seria ampliado para 24 equipes e disputado a cada quatro anos; começando em 2021. A nova competição para seleções nacionais, chamada de Liga das Nações, teria edições a cada dois anos; num formato ainda a ser decidido.

Mundial de Clubes

Hoje, o Mundial de Clubes é disputado por sete equipes, incluindo seis campeãs de torneios continentais e a campeã nacional do país sede. O torneio desperta pouco interesse na Europa, onde tem pouca visibilidade.

A edição de 2017, disputada em Abu Dhabi, rendeu US$ 37 milhões. A projeção dos investidores é que o torneio ampliado renderia 3 bilhões, informou a AP.

Se a proposta for aprovada, a Copa das Confederações, torneio de teste disputado um ano antes da Copa do Mundo; provavelmente seria extinta.

As novas competições podem se mostrar uma boa fonte de renda para a maioria das 211 federações associadas à Fifa; além de serem uma boa plataforma eleitoral para a reeleição de Infantino.

Mas, para a poderosa confederação europeia, a Uefa, elas podem representar uma ameaça a seus próprios torneios, a Liga dos Campeões e a Eurocopa. A Uefa comunicou; que não comentaria a proposta por causa da ausência de detalhes sobre a oferta e quem estaria por trás dela.

O presidente da Juventus, Andrea Agnelli, que também lidera a Associação Europeia de Clubes; afirmou há duas semanas que este não é o momento de criar novos torneios.

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