Financiamentos crescem acima da média e preocupam BC

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Publicado terça-feira, 8 de junho de 2021 as 13:48, por: CdB

Em relação ao financiamento de veículos, o BC disse que, especialmente nos carros usados, os prazos foram alongados e houve elevação no valor da parcela. “Comef avalia que, diante do ambiente ainda incerto, é importante que os intermediários financeiros continuem preservando a qualidade das concessões”, alerta.

Por Redação – de Brasília

O crescimento acima da média dos financiamentos de imóveis e veículos, nos últimos anos, estimulados principalmente pela queda da taxa básica de juros (Selic), que barateou as linhas de crédito, passa a preocupar o Banco Central. Segundo a ata da reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) da autoridade monetária, divulgada nesta terça-feira, “merece atenção”, diz o documento.

Com o aumento no número de parcelas dos financiamentos, o risco de calote aumenta

A ata afirma que os bancos aumentaram o apetite por crédito com maior risco de calote. Essas operações têm rentabilidade maior que as mais conservadoras.

“O apetite ao risco das instituições financeiras tem aumentado em algumas modalidades de crédito voltados para famílias. Os volumes mensais das contratações no crédito imobiliário têm sido os maiores dos últimos anos, estimulados principalmente pelo nível historicamente baixo das taxas de juros cobradas”, ressalta o texto.

Em relação ao financiamento de veículos, o BC disse que, especialmente nos carros usados, os prazos foram alongados e houve elevação no valor da parcela. “Comef avalia que, diante do ambiente ainda incerto, é importante que os intermediários financeiros continuem preservando a qualidade das concessões”, alerta.

Inflação

Mas sistema financeiro segue capitalizado e sem problemas de caixa, garante o BC. “Os resultados dos testes para medir os efeitos da pandemia continuam indicando adequada capacidade de absorção de perdas. Destaca-se que a comparação dos resultados desses testes no tempo apresenta sucessivas reduções no seu impacto”, pontua.

Na avaliação do comitê, ainda segundo o Comef, o movimento pode diminuir o fluxo de investimentos em economias emergentes. “A inflação tem se elevado nas principais economias, acentuando os riscos de aperto das condições monetárias globais e de correção de preços de ativos financeiros. Movimentos intensos e abruptos de reprecificação de ativos podem ter efeitos negativos para os fluxos de investimentos para economias emergentes”, acrescenta.

De acordo com o BC, a inflação nas economias avançadas traz riscos de deterioração abrupta da condição monetária global, “que poderia levar a reprecificação desordenada dos ativos, aumento da aversão ao risco e reversão dosfluxos de capital para economias emergentes”.

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