Fiocruz adia entrega da vacina de Oxford

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Publicado quarta-feira, 20 de janeiro de 2021 as 13:32, por: CdB

A Fiocruz afirmou ainda que a data prevista para a chegada do primeiro lote do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), proveniente de uma parceira da AstraZeneca na China, é o próximo sábado, mas não há confirmação.

 

Por Redação, com DW – do Rio de Janeiro

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmou na terça-feira que a entrega da vacina de Oxford será adiada de fevereiro para março. A data anterior era 8 de fevereiro.

Vacina foi desenvolvida pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford

Em comunicado enviado ao Ministério Público Federal, a Fiocruz argumentou que o motivo para o atraso na produção do imunizante contra a covid-19 no Brasil é o não recebimento de um ingrediente farmacêutico necessário para a fabricação da vacina, que foi desenvolvida pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

A Fiocruz afirmou ainda que a data prevista para a chegada do primeiro lote do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), proveniente de uma parceira da AstraZeneca na China, é o próximo sábado, mas não há confirmação.

A entrega da vacina de Oxford em março ao Ministério da Saúde pressupõe a chegada do IFA ainda em janeiro e que o produto final e o IFA apresentem resultados de controle de qualidade satisfatórios, acrescentou a Fiocruz.

Plano de imunização em risco

A alteração na data da entrega da vacina deverá dificultar ainda mais a execução do plano nacional de imunização contra a covid-19, desenvolvido pelo Ministério da Saúde e que sofre de incertezas semelhantes em relação à importação de matéria-prima para a produção da Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

A Fiocruz também comunicou que não sabe quando as 2 milhões de doses prontas da vacina de Oxford que serão importadas da Índia estarão no Brasil. O governo da Índia comunicou nesta terça-feira que começará a exportar vacinas nesta quarta para vários países, mas o Brasil não está na lista.

O Instituto Butantan cobrou do governo do presidente Jair Bolsonaro que a negocie com a China para viabilizar a chegada de matéria-prima. O Butantan irá fabricar no Brasil a Coronavac, a única vacina atualmente disponível no país e que já está sendo administrada no país. As primeiras doses aplicadas chegaram prontas da China.

Em declarações à emissora CNN Brasil, o coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 de São Paulo, João Gabbardo, afirmou que, em algum momento, a vacinação contra o novo coronavírus terá de ser reduzida, e até mesmo paralisada, por falta de doses no país.

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