Flávio Bolsonaro inicia o mandato pressionado por decisão do STF

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Publicado quinta-feira, 31 de janeiro de 2019 as 15:44, por: CdB

Com o fim do recesso do Poder Judiciário nesta sexta-feira, os ministros da Suprema Corte retomarão os trabalhos e deverão analisar pedidos que aguardavam o primeiro dia útil da Corte para serem julgados.

 

Por Redação – de Brasília

 

O mandato do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) começa mal, diante da sujeira deixada por um de seus assessores, segundo um experiente parlamentar que observava o filho do presidente da República cruzar os corredores do Congresso, cercado por jornalistas, nesta quinta-feira.

Deputado estadual e senador eleito Flavio Bolsonaro tem um início tumultuado no novo mandato

O senador em início de carreira respondia às perguntas sem se deter. Na tentativa de se livrar dos repórteres, repetia que mais nada tem a explicar sobre as movimentações atípicas do ex-motorista Fabrício Queiroz e que tem sofrido perseguição da mídia. Seu principal problema, no entanto, não está na imprensa, mas no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com o fim do recesso do Poder Judiciário nesta sexta-feira, os ministros da Suprema Corte retomarão os trabalhos e deverão analisar pedidos que aguardavam o primeiro dia útil da Corte para serem julgados. Entre estes, está uma reclamação do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para que um procedimento investigatório sobre ele seja enviado ao Supremo.

Durante o recesso do Judiciário, o ministro Luiz Fux, de plantão, concedeu decisão liminar na qual suspendeu, temporariamente, o procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas “atípicas” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

‘Zero-um’

Compete ao relator original do caso, ministro Marco Aurélio, decidir se mantém a decisão de Fux, arquiva o pedido ou determina que todo o procedimento passe a correr no STF. Mas o ministro tende a cassar a decisão de Fux, segundo expectativa de jornalistas, na mídia conservadora.

“Depois do dia 1º, a situação de Flávio tende a se complicar. Sem a proteção do foro privilegiado, seu caso deverá ser devolvido à primeira instância. Os promotores vão receber novas informações do Coaf. Se quiserem, também poderão avançar na apuração sobre os elos da família presidencial com as milícias”, afirma o colunista Bernardo de Mello Franco, do diário conservador carioca O Globo.

Segundo Mello Franco, “apesar dos 4,3 milhões de votos, o senador chega a Brasília enfraquecido. Isso explica sua mudança de tom ao falar de Renan Calheiros. Até outro dia, os Bolsonaro prometiam escantear o emedebista na disputa pelo comando do Senado. Agora podem ser obrigados a beijar sua mão para salvar o mandato do zero-um”.

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