Flávio Bolsonaro tem medo de ser investigado por mansão milionária, afirma deputado do PSOL

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Publicado quinta-feira, 8 de abril de 2021 as 18:21, por: CdB

O BRB concedeu empréstimo de R$ 3,1 milhões para financiar em até 30 anos a aquisição do imóvel avaliado em cerca de R$ 6 milhões. De acordo com critérios do próprio banco, Flávio e a mulher dele deveriam apresentar renda mensal superior a R$ 46 mil para a liberação de tal montante.

Por Redação, com RBA – de Brasília

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) classificou como um “movimento intimidatório” o boletim de ocorrência registrado contra ele pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) por suposta denunciação caluniosa. O fato ocorreu após Valente protocolar pedido no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP-DF) para investigar empréstimo concedido pelo Banco de Brasília (BRB) ao senador para a compra de uma mansão na capital federal.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) foi ameaçado com um Boletim de Ocorrência por Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ)

Na ocorrência registrada por Flávio Bolsonaro, ele afirma que o deputado é “sabedor” da sua inocência.

— Sou sabedor da culpabilidade dele. É muita coisa mal explicada, muita manobra jurídica de proteção à ‘familícia’. Quem tem que dar explicações é o Flávio Bolsonaro. Se ele quer me intimidar, não vai conseguir. Não tenho medo de miliciano — disse Ivan Valente, nesta quinta-feira, à agência brasileira de notícias Rede Brasil Atual (RBA).

Cartório

O BRB concedeu empréstimo de R$ 3,1 milhões para financiar em até 30 anos a aquisição do imóvel avaliado em cerca de R$ 6 milhões. De acordo com critérios do próprio banco, Flávio e a mulher dele deveriam apresentar renda mensal superior a R$ 46 mil para a liberação de tal montante. 

O seu salário como senador é de R$ 25 mil líquidos. E sua esposa é dentista e tem um consultório em Brasília. Além disso, chama a atenção que a transação do imóvel tenha sido registrada num cartório na cidade de Brazlândia, no entorno da capital federal.

O MP-DF alegou que há indícios de irregularidades na transação e abriu investigação, o que derrubaria a tese do senador sobre alegação de denunciação caluniosa.

— É um absurdo essa tentativa de intimidação, porque não tem lógica. Se o MP abriu o inquérito inicial, é porque viu indícios — comentou o parlamentar.

Cômico

De acordo com o deputado federal Fábio Trad (PSD-MS), que também é advogado, o filho do presidente foi mal assessorado juridicamente ao registrar o boletim de ocorrência.

— A ação empreendida por Flávio Bolsonaro é cômica. Digna de ser incluída num livro de crônicas cômicas do Direito, tamanha a barbeiragem jurídica que foi perpetrada. À luz da política, não vai intimidar. Pelo contrário, vai estimular a oposição a seguir em frente — concluiu.