Flávio Bolsonaro teria manipulado relatórios da Abin com seus advogados

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Publicado quarta-feira, 16 de dezembro de 2020 as 14:58, por: CdB

Os documentos, segundo informações vazadas para a mídia conservadora, teriam como objetivo ajudar o parlamentar a se defender das investigações no inquérito sobre o caso Fabrício Queiroz. Trata-se do ex-assessor parlamentar preso por envolvimento em um esquema de corrupção no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Por Redação – de Brasília

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) teria repassado os dois relatórios possivelmente produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) às suas advogadas e interlocutores de sua confiança.

O delegado Ramagem volta à direção da Abin, após derrota de Bolsonaro no STF
O delegado Ramagem voltou à direção da Abin, após derrota de Bolsonaro no STF, e esteve reunido com a defesa de Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ)

Os documentos, segundo informações vazadas para a mídia conservadora, teriam como objetivo ajudar o parlamentar a se defender das investigações no inquérito sobre o caso Fabrício Queiroz. Trata-se do ex-assessor parlamentar preso por envolvimento em um esquema de corrupção no gabinete de Flávio Bolsonaro, quanto exercia um mandato n Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), antes de ser eleito para o Senado.

Reunião

Ainda segundo aquelas informações, Flávio teria recebido os documentos pelo WhatsApp e os repassou pela mesma plataforma às advogadas. O congressista também teria confirmado, em mensagem, que os relatórios são de autoria da Abin.

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal, o diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, afirmou, na véspera, que a Agência não produziu os relatórios. Admitiu, no entanto, que houve uma reunião com a defesa do parlamentar. O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, presente ao encontro no gabinete do presidente da República, também negou irregularidades.