FMI alerta para “desaceleração sincronizada” do crescimento global

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Publicado terça-feira, 8 de outubro de 2019 as 11:54, por: CdB

“A economia global está agora em desaceleração sincronizada. Isso significa que o crescimento neste ano cairá para a sua taxa mais baixa desde o início da década”, disse Kristalina Georgieva.

Por Redação, com Reuters – de Washington

A nova diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, deu um alerta severo sobre a situação do crescimento global nesta terça-feira, dizendo que os conflitos comerciais causaram uma “desaceleração sincronizada” e precisam ser resolvidos.

A nova diretora-gerente do FMI apresentou uma nova pesquisa do FMI mostrando que o efeito cumulativo dos conflitos comerciais pode significar uma redução de US$ 700 bilhões na produção global até 2020
A nova diretora-gerente do FMI apresentou uma nova pesquisa do FMI mostrando que o efeito cumulativo dos conflitos comerciais pode significar uma redução de US$ 700 bilhões na produção global até 2020

Em seu discurso inaugural após assumir a liderança do fundo em 1º de outubro, Georgieva apresentou uma nova pesquisa do FMI mostrando que o efeito cumulativo dos conflitos comerciais pode significar uma redução de US$ 700 bilhões na produção global até 2020, ou cerca de 0,8%.

– Em 2019, esperamos um crescimento mais lento em quase 90% do mundo. A economia global está agora em desaceleração sincronizada. Isso significa que o crescimento neste ano cairá para a sua taxa mais baixa desde o início da década – disse Georgieva.

Declínio da América Latina

O forte declínio nas estimativas do Fundo Monetário Internacional para o crescimento econômico da América Latina em 2019 resultou em grande parte de “fatores temporários”, incluindo condições climáticas adversas, enquanto a incerteza política nas maiores economias também pesou sobre as estimativas.

Alejandro Werner, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, escreveu nesta segunda-feira que a produção mostrou queda, com fatores climáticos afetando a produção de minério no Chile e a produção agrícola no Paraguai, enquanto a atividade de mineração no Brasil desacelerou após um desastre na barragem da Vale em Brumadinho (MG).

Uma sub-execução orçamentária, greves trabalhistas e escassez de combustível também pressionaram o crescimento econômico do México, escreveu Werner. Na semana passada, o FMI reduziu sua expectativa de crescimento econômico para 2019 na América Latina em mais da metade para 0,6%, em relação à estimativa de aumento de 1,4% registrada apenas três meses antes.

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