FMI reduz sua estimativa de crescimento para o mundo, ao longo deste ano

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Publicado segunda-feira, 20 de janeiro de 2020 as 18:49, por: CdB

O FMI disse que o crescimento global alcançará 3,3% em 2020, contra 2,9% em 2019, que foi o ritmo mais fraco desde a crise financeira há uma década. As estimativas para ambos os anos foram reduzidas em 0,1 ponto percentual em relação às projeções feitas em outubro.

 

Por Redação, com Reuters – de Washington

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu, nesta segunda-feira, sua estimativa de crescimento global em 2020 devido a desacelerações mais fortes do que o esperado na Índia e em outros mercados emergentes, mas disse que o acordo comercial EUA-China é outro sinal de que o comércio e a atividade manufatureira podem já ter atingido seu pior momento.

A nova diretora-gerente do FMI apresentou uma nova pesquisa do FMI mostrando que o efeito cumulativo dos conflitos comerciais pode significar uma redução de US$ 700 bilhões na produção global até 2020
O FMI apresentou uma nova pesquisa mostrando que o efeito cumulativo dos conflitos comerciais pode significar redução de US$ 700 bilhões na produção global

O FMI disse que o crescimento global alcançará 3,3% em 2020, contra 2,9% em 2019, que foi o ritmo mais fraco desde a crise financeira há uma década. As estimativas para ambos os anos foram reduzidas em 0,1 ponto percentual em relação às projeções feitas em outubro.

O crescimento vai melhorar ligeiramente a 3,4% em 2021, mas essa estimativa também foi reduzida em 0,2 ponto percentual sobre outubro, disse o FMI.

Previsões

As reduções refletem a reavaliação do FMI das projeções econômicas para vários dos principais mercados emergentes, especialmente a Índia, onde a demanda doméstica desacelerou mais acentuadamente do que o esperado em meio à contração do crédito e ao estresse no setor não bancário.

O FMI também disse que reduziu as previsões para o Chile, devido aos distúrbios sociais, e para o México, por conta da fraqueza contínua no investimento.

O Fundo afirmou que o alívio nas tensões entre os Estados Unidos e a China, que haviam prejudicado o crescimento do PIB em 2019, impulsionou o sentimento do mercado em meio a sinais “tímidos” de que o pior já passou no comércio e na manufatura.

“Esses sinais iniciais de estabilização podem persistir e, eventualmente, reforçar o vínculo entre os gastos do consumidor, ainda resilientes, e os gastos melhorados das empresas”, conclui o relatório.

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