Fogão leva um nó do Madureira: 1 x 1

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Publicado sábado, 8 de fevereiro de 2003 as 18:06, por: CdB

No jogo que marcou a despedida do Botafogo do Estádio Caio Martins – será reformado para o Brasileiro -, o time alvinegro empatou com o Madureira por 1 x1, na tarde deste sábado, pela quinta rodada do Campeonato Carioca. Os gols foram marcados por Leandrão e Sorato, um em cada tempo. O Tricolor suburbano foi melhor o tempo inteiro e fez o seu gol quando faltavam poucos minutos para o apito final.

O próximo jogo do Botafogo será quinta-feira, contra o Olaria, no Estádio Giulitte Coutinho, em Édson Passos, onde o time alvinegro vai mandar os seus jogos até a conclusão da reforma no Caio Martins – que passará a ter capacidade para 18 mil espectadores. Com o gol que fez, Sorato agora divide com Petkovic, do Vasco, ambos com quatro gols, a artilharia do Campeonato Carioca.

Atuando com três zagueiros e nova dupla de ataque, o Botafogo jogou muito mal e só terminou o primeiro tempo com a vantagem parcial de 1 x 0 porque contou com boa dose de sorte. O gol foi marcado aos 12min por Leandrão, que aproveitou cobrança de lateral na esquerda e, na grande área, dominou a bola e cutucou suave, de canhota, por baixo das pernas do goleiro Alex.

O gol de Leandrão, que não vinha sendo escalado pelo técnico Levir Culpi, foi o primeiro marcado por um atacante do Botafogo neste Campeonato Carioca. Mas isto não indicou melhoria no setor, que continuou inoperante.

Já o Madureira apresentava toque de bola de melhor qualidade e chegava com perigo. Foi assim aos 20min, quando o atacante Josafá desperdiçou ótima chance para o Tricolor suburbano. Aos 23min, Adriano arriscou de longe e a bola raspou o travessão alvinegro.

O Botafogo não conseguia sair para o jogo, que ganhou cores novas nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 44min, Leandrão chutou com veneno de fora da área, à esquerda de Alex. Aos 45min, foi a vez de Adriano demonstrar categoria e finalizar com estilo para a defesa segura do goleiro Max.

Assustado, Levir Culpi trocou o zagueiro Allan pelo atacante Fábio, abandonando o 3-5-2 no segundo tempo. Mas o Madureira continuou melhor. Até que houve um lance confuso: o juiz Luiz Antônio Silva dos Santos marcou pênalti no lateral Misso, mas recuou depois de perceber o auxiliar indicando impedimento. E várias garrafas e latas foram lançadas pela torcida no gramado.

Aos 10min, Max fez uma ponte para defender chute forte de Marcelo Moura. Logo depois, Almir perdeu chance cristalina para o Botafogo. Até que Misso foi novamente derrubado na grande área, por Pimentel, e dessa vez foi marcado pênalti. Fábio cobrou mal e Alex defendeu no canto esquerdo.

Aos 28min, o jogo tomou novo rumo: Marcelo Moura foi expulso após cometer falta em Almir e, mesmo assim, o Botafogo continuou pior. Revoltado, o presidente do Madureira, Elias Duba, invadiu o gramado para ofender o juiz. O cartola só ficou mais calmo quando Sorato, de pênalti, empatou o jogo aos 41min. Depois, muitas vaias para o Fogão.

BOTAFOGO 1 x 1 MADUREIRA

Botafogo
Max; Sandro, Gilmar, Allan (Fábio); Marcio Gomes, Túlio, Fernando, Almir, Misso, Leo (Rafael) e Leandrão.
Técnico: Luiz Antônio Zaluar

Madureira
Alex; Pimentel, Paulo César, Marcelo Moura e Pará; Da Silva, Haroldo, Daniel e Adriano (Sena); Sorato (Ricardo) e Josafá (Leo Santos)
Técnico: Brasília

Data: 8/2/2003 (sábado)
Local: Caio Martins
Público: 1146 pagantes
Renda: R$ 11.640
Juiz: Luiz Antônio Silva dos Santos
Cartões amarelos: Adriano, Márcio Gomes, Sandro, Marcelo Moura e Gilmar
Cartão vermelho: Marcelo Moura
Gols: Leandrão, aos 12min do primeiro tempo; Sorato, aos 41min do segundo tempo