Fora da Casa Branca, Donald Trump enfrentará futuro incerto e ameaças legais

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Publicado terça-feira, 15 de dezembro de 2020 as 11:29, por: CdB

Depois do fracasso de seus esforços jurídicos para reverter a derrota que sofreu em 3 de novembro para o democrata Joe Biden, que na segunda-feira venceu a votação Estado a Estado do Colégio Eleitoral, que determina formalmente o presidente do país, Trump voltará à vida privada no dia 20 de janeiro com uma variedade de opções.

Por Redação, com Reuters – de Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está deixando a Casa Branca, mas não sairá de cena em silêncio.

Depois do fracasso de seus esforços jurídicos para reverter a derrota que sofreu em 3 de novembro para o democrata Joe Biden, que na segunda-feira venceu a votação Estado a Estado do Colégio Eleitoral, que determina formalmente o presidente do país, Trump voltará à vida privada no dia 20 de janeiro com uma variedade de opções.

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca

Entre elas está outra candidatura à Casa Branca em 2024 ou novas empreitadas na mídia, mas elas estão ofuscadas por ameaças legais e desafios empresariais em potencial.

Só uma coisa é certa: a sede de Trump pelos holofotes fará com que ele se desvie do caminho de presidentes anteriores, como George W. Bush, que passou a pintar em recolhimento, ou Jimmy Carter, com seu ativismo global.

O futuro de Trump, como sua Presidência, provavelmente será ruidoso, audacioso e insolente.

Nem tudo estará sob seu controle. Ele enfrenta uma série de ações legais civis e criminais relacionadas aos negócios de sua família e às suas atividades antes de tomar posse, que podem se acelerar assim que ele perder as proteções legais garantidas ao ocupante do Salão Oval.

O empreendedor imobiliário transformado em estrela da televisão está cogitando diversas manobras para continuar chamando a atenção.

Trump, que se recusou a reconhecer a derrota nas urnas e continua fazendo alegações infundadas de fraude eleitoral generalizada, disse a aliados que está estudando outra candidatura presidencial.

Ele até aventou a hipótese de não comparecer à posse de Biden e anunciar sua candidatura para 2024 no mesmo dia, uma medida que lhe permitiria manter os comícios de campanha estridentes de 2016 e 2020.

Lista longa de outros republicanos

Isso complicaria a vida de uma lista longa de outros republicanos que cogitam se candidatar para 2024, entre eles o atual vice-presidente, Mike Pence, a ex-embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, e os senadores Marco Rubio e Tom Cotton,  que teriam que levar em conta a possiblidade de concorrer com Trump.

Mas seria o tipo de rompimento das normas que Trump adora. A Constituição dos EUA permite que os presidentes se reelejam, e os mandatos não precisam ser consecutivos.

Trump já montou um comitê de ação política que lhe permitirá arrecadar fundos e exercer influência no partido depois que entregar o cargo, quer seja candidato ou não.