Força Nacional ficará mais seis meses na Penitenciária Federal de Brasília

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Publicado quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020 as 14:32, por: CdB

O número de militares disponibilizados obedecerá ao planejamento definido pelo ministério. A medida é em apoio ao Departamento Penitenciário Nacional.

Por Redação, com ABr – de Brasília

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autorizou a prorrogação do emprego da Força Nacional de Segurança Pública nas ações de policiamento de guarda e vigilância no perímetro interno da Penitenciária Federal de Brasília, por mais 180 dias, a contar de 9 de março até 4 de setembro.

Os militares vão permanecer na segurança por mais 180 dias
Os militares vão permanecer na segurança por mais 180 dias

O número de militares disponibilizados obedecerá ao planejamento definido pelo ministério. A medida é em apoio ao Departamento Penitenciário Nacional.

A portaria com a autorização está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira.

GLO no Ceará

O presidente Jair Bolsonaro ainda não decidiu se vai prorrogar a presença dos militares das Forças Armadas no Ceará, para reforçar a segurança pública no estado. No dia 20, Bolsonaro decretou uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) pelo período de 20 a 28 de fevereiro, prazo que pode ser estendido.

– A GLO está em vigor até sexta-feira. O presidente não decidiu ainda (sobre a prorrogação) – disse o ministro da Defesa, Fernando Azevedo. Eles se reuniram nesta manhã, no Ministério da Defesa, para avaliar a situação da segurança no Ceará. Os ministros Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) também participaram do encontro.

Na segunda-feira, uma comitiva integrada pelos ministros Moro, Azevedo e André Mendonça, da Advocacia-Geral da União, visitou o estado e se reuniu com diversas autoridades locais. Além dos militares, policiais rodoviários federais e da Força Nacional também atuam na segurança ostensiva no estado, a pedido do governo cearense.

Crime

As medidas foram adotadas após a paralisação de policiais militares, que estão amotinados em quartéis e batalhões. Eles reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial. O motim começou no dia 18 e, desde então, ao menos 170 pessoas foram assassinadas no Ceará, entre homicídios dolosos (quando há intenção de matar), feminicídios e latrocínios (furto seguido de morte).

Legalmente, policiais militares são proibidos de fazer greve, motivo pelo qual os protestos da categoria são classificados como motim. No dia 21, o governo cearense instaurou inquéritos e afastou por 120 dias 167 policiais militares que participam da paralisação. Os agentes devem entregar identificações funcionais, distintivos, armas, algemas, além de quaisquer outros itens que os caracterizem nas suas unidades e ficarão fora da folha de pagamento a partir deste mês de fevereiro.

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