Forças Armadas fazem operação em comunidades do Rio

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Publicado quarta-feira, 11 de julho de 2018 as 14:38, por: CdB

De acordo com o Comando Conjunto, a operação é uma das medidas implementadas pela intervenção federal na segurança do Rio

Po Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Cerca de 4 mil homens das Forças Armadas e das polícias Civil e Militar fizeram nesta quarta-feira uma operação em comunidades das Zonas Norte e Sul do Rio de Janeiro. Segundo nota divulgada pelo Comando Conjunto, que reúne o Exército, a Marinha e Aeronáutica, os militares estiveram nas comunidades do Complexo do Lins, na Zona Norte, e nas comunidades do Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Babilônia e Chapéu Mangueira, na Zona Sul.

Cerca de 4 mil homens das Forças Armadas e das polícias Civil e Militar fizeram nesta quarta-feira uma operação em comunidades

Ainda de acordo com o Comando Conjunto, a operação é uma das medidas implementadas pela intervenção federal na segurança do Rio, iniciada em fevereiro deste ano, e envolve ações de cerco, patrulhamento, remoção de barricadas, revistas de pessoas e de veículos e checagem de antecedentes criminais. Mandados judiciais estão sendo cumpridos pela Polícia Civil.

Participaram dos trabalhos 3,7 mil militares das Forças Armadas, 200 policiais militares e 90 policiais civis, que são apoiados por veículos blindados, aeronaves e equipamentos de engenharia. A auto-estrada Grajaú-Jacarepaguá ficou interditada por causa da operação, segundo o Centro de Operações da prefeitura do Rio.

Morte de aluna no Rio

O cabo da Polícia Militar Fabio de Barros Dias e o sargento David Gomes Centeno, acusados de matar, em março do ano passado, a estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos, tiveram habeas corpus negado pelo desembargador Joaquim Domingos Neto, do Tribunal de Justiça do Rio. Eles pediam o trancamento da ação penal afirmando que não há indícios da participação deles no crime.

Maria Eduarda foi atingida por uma bala perdida quando os dois PMs trocavam tiros com traficantes perto da Escola Municipal Jornalista e Escritor Daniel Piza, em Acari, Zona Norte do Rio, onde a menina fazia aula de educação física na quadra do colégio. Além do tiro que atingiu Maria Eduarda, diversos outros disparos atingiram a escola, que estava em pleno funcionamento e lotada de alunos.

Execução

No mesmo processo, os dois policiais também respondem pela execução de dois traficantes de drogas junto ao muro da escola onde Maria Eduarda, estudava. O crime foi gravado por um morador do local e divulgado nas redes sociais. O cabo Fábio de Barros Dias foi denunciado pelo homicídio de Júlio César Ferreira de Jesus e o sargento David Gomes Centeno pelo assassinato de Alexandre dos Santos Albuquerque.

As vítimas estavam caídas, feridas em decorrência de confronto com os militares, quando os policiais fizeram disparos de fuzil à queima-roupa que resultaram na morte dos dois, junto ao muro da escola onde foi atingida a estudante Maria Eduarda.

De acordo com a denúncia oferecida pela 2ª Promotoria de Justiça ao 3º Tribunal do Júri da Capital, foram apreendidos perto do corpo de Júlio César, além de objetos, um fuzil AK 47 e uma pistola Glock, calibre 9 mm, ambos carregados. Ao lado do corpo de Alexandre, foi apreendida uma pistola Glock, calibre 9 mm, carregada.

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