Forças dos EUA começam reduzir presença no Iraque

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Publicado segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018 as 13:22, por: CdB

No ano passado, forças iraquianas apoiadas por uma coalizão internacional liderada pelos EUA retomaram todo o território que esteve sob controle do Estado Islâmico em 2014 e 2015

Por Redação, com Reuters e DW – de Bagdá:

Forças dos Estados Unidos começaram a reduzir sua presença no Iraque depois que autoridades locais declararam “vitória” sobre o Estado Islâmico, disse um porta-voz do governo iraquiano nesta segunda-feira.

Forças dos Estados Unidos começaram a reduzir sua presença no Iraque

No ano passado, forças iraquianas apoiadas por uma coalizão internacional liderada pelos EUA retomaram todo o território; que esteve sob controle do Estado Islâmico em 2014 e 2015, incluindo Mossul; cidade do norte do país que serviu como capital de fato dos militantes.  

Daesh

– As forças norte-americanas começaram a reduzir seus números, já que se obteve uma vitória sobre o Daesh (Estado Islâmico) –  disse o porta-voz à agência inglesa de notícias Reuters. “Continua a haver coordenação para manter a assistência (dos EUA) às forças iraquianas; de acordo com suas exigências.”

Os EUA tinham mais de 5,5 mil soldados no Iraque no auge da batalha por Mossul; em julho de 2017, o equivalente a cerca de metade da força total mobilizada pela coalizão no país.

Um porta-voz da coalizão não quis confirmar nem negar que a retirada começou. “É nossa intenção publicar um informe quando tivermos forças saindo do palco”; disse o coronel do Exército dos EUA Ryan Dillon à Reuters.

Israel inicia processo de deportação de imigrantes africanos

O governo israelense começou neste domingo a entregar cartas a dezenas de milhares de imigrantes do Sudão e da Eritreia, ordenando-lhes que deixem o país dentro de 60 dias. Cada afetado receberá um apoio financeiro de US$ 3,5 mil e a passagem de avião.

Esse é o primeiro passo do criticado plano, aprovado em janeiro pelo governo e; que afeta entre 35 mil e 40 mil imigrantes. Eles serão enviados para seu país de origem ou para um terceiro país, provavelmente Ruanda. Quem se recusar será preso.

A maioria dos imigrantes africanos entrou clandestinamente no país pela fronteira egípcia do Sinai. O governo israelense; porém, construiu um muro que agora separa ambos os territórios.

Segundo a ONG Hotline para Refugiados e Migrantes, cerca de 12 mil pessoas solicitaram refúgio ao chegar ao país desde 2013; mas 7 mil solicitações foram negadas; apenas 11 foram aprovadas e as demais ainda estão sendo processadas.

Atualmente, 37 mil eritreus e sudaneses residem em Israel, segundo a ONG, que explicou que por enquanto, as famílias, as pessoas com vulnerabilidade, os menores de idade e os idosos ficam excluídos do plano. “Mas isso poderia mudar no futuro”, diz.

Dezenas de imigrantes reclusos em um centro de detenção em Holot, no sul do país, já receberam cartas com ordens para abandonar Israel. A eles foi apresentada a opção de voltar ao seu país ou viajar a Ruanda se não quiserem ser presos indefinidamente, segundo o jornalHaaretz.

Imigrantes africanos

A nova política do governo para imigrantes africanos foi condenada publicamente por personalidades; coletivos de rabinos, escritores, acadêmicos, médicos e sobreviventes do Holocausto, que enviaram cartas às autoridades israelenses solicitando sua anulação; e por pilotos, que dizem se negar a pilotar os aviões com deportados. Eles dizem que as deportações ferem a ética e a imagem de Israel como um país que protege refugiados.

Na sexta-feira passada, um grupo de acadêmicos especializados em direito internacional declarou em um documento; que o plano do governo viola as leis internacionais de direitos humanos; a jurisdição internacional sobre o estatuto do refugiado e o princípio de não devolução, e pediram à procuradoria que se oponha a ele. 

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