Fórmula 1 dará um ponto a autor da volta mais rápida a partir desta temporada

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Publicado terça-feira, 12 de março de 2019 as 12:44, por: CdB

O piloto que fizer a volta mais rápida, e que dará um ponto para sua equipe no Mundial de Construtores, terá de terminar a prova entre os 10 primeiros colocados.

Por Redação, com Reuters – de Londres

A Fórmula 1 está mudando seu sistema de pontuação para dar um ponto ao piloto que fizer a volta mais rápida da corrida a partir do Grande Prêmio da Austrália, em Melbourne, que abre a temporada deste ano no próximo fim de semana.

A Fórmula 1 está mudando seu sistema de pontuação

O piloto que fizer a volta mais rápida, e que dará um ponto para sua equipe no Mundial de Construtores, terá de terminar a prova entre os 10 primeiros colocados.

A FIA, entidade que gerencia a Fórmula 1, disse nesta segunda que a Formula One Strategy Group e a Comissão da F1 deram aprovação unânime à medida em uma votação eletrônica. A proposta já havia sido aprovada pelo Conselho de Esporte a Motor da FIA no dia 7 de março.

O finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes e companheiro de equipe do atual campeão da categoria, o britânico Lewis Hamilton, fez a volta mais rápida em 7 das 21 corridas da temporada passada.

A F1, que fará sua milésima corrida no Grande Prêmio da China desta temporada, deu um ponto ao autor da volta mais rápida durante sua primeira década de existência entre 1950 e 1959.

Ferrari pode estar meio segundo mais veloz

A Ferrari pode estar meio segundo mais veloz do que a Mercedes, atual campeã de Fórmula 1, disse Lewis Hamilton, quando Sebastian Vettel marcou o melhor tempo do último dia dos testes de pré-temporada.

O britânico, que conquistou quatro de seus cinco títulos com a Mercedes desde que deixou a McLaren no final de 2012, disse aos repórteres no Circuito da Catalunha que terá um desafio difícil.

– Acho que a defasagem é potencialmente de meio segundo, algo assim – disse.

A melhor volta de Vettel com a Ferrari antes do almoço foi o melhor tempo de oito dias de testes, 1min16s221 com os pneus C5 mais macios.

Esse tempo foi um centésimo mais rápido do que a melhor marca anterior de seu colega de equipe, Charles Leclerc, que cravou 1min16s231 na quinta-feira.

A temporada começa em 17 de março na Austrália.

Valtteri Bottas, colega de time finlandês de Hamilton, foi o segundo mais veloz na manhã desta sexta-feira com o tempo de 1min16s561, também correndo com os C5, a primeira vez em que a Mercedes buscou um tempo realmente rápido depois de dias se atendo aos seus programas.

– Esta será a batalha mais dura até agora… o ritmo deles (Ferrari) está muito bom no momento – disse Hamilton, que venceu 11 corridas no ano passado. Vettel venceu cinco.

– No ano passado eles chegaram com um carro funcionando bem, mas fizeram ainda melhor neste ano. Tudo bem. Não nos importamos com o desafio, só significa que temos que trabalhar mais duro. Não estou preocupado, decepcionado nem nada parecido – garantiu.

Testes da pré-temporada

O novo recruta Charles Leclerc manteve a Ferrari no topo da cronometragem no mês passado, percorrendo a distância de uma corrida inteira antes do almoço do segundo dia de testes da pré-temporada de Fórmula 1 na Espanha.

Depois de seu colega de equipe, Sebastian Vettel, liderar na segunda-feira com o melhor tempo e a maior quantidade de voltas, o substituto de 21 anos de Kimi Raikkonen assumiu a dianteira com um tempo não muito inferior ao melhor do alemão.

O monegasco cravou um tempo de 1min18seg247 e deu 73 voltas, no dia anterior seu colega marcou 1min18seg161 e completou 72 voltas com tempo parcialmente encoberto e uma temperatura ambiente de 14 graus Celsius.

Mas o pentacampeão mundial Lewis Hamilton, ainda tateando com o programa de testes da Mercedes, deu uma volta a mais que Leclerc.

A Ferrari conseguiu tempos mais rápidos do que qualquer um dos quatro dias de teste do ano passado no Circuito da Catalunha, afetados pelo clima.

Espera-se que as mudanças de regras, incluindo novos regulamentos aerodinâmicos, tornem os carros cerca de 1,5 segundo mais lentos por volta – mas o que se viu até agora é que grande parte do tempo perdido foi recuperado.

Quando a temporada começar em 17 de março, na Austrália, os carros devem estar ainda mais velozes, mas Mario Isola, chefe da fornecedora de pneus Pirelli, alertou que esse quadro pode estar distorcido.

Mick Schumacher

O filho de 19 anos de Michael Schumacher, Mick, ficou mais próximo de repetir os passos do pai até a Fórmula 1 ao ser anunciado ano passado pela equipe Prema como piloto da escuderia na próxima temporada da Fórmula 2.

A modalidade é a principal porta de entrada para a Fórmula 1, e os três primeiros colocados deste ano, George Russell, Lando Norris e Alexander Albon, conseguiram vagas em equipes da elite do esporte para este ano.

Mick Schumacher venceu o campeonato europeu de Fórmula 3 neste ano com oito vitórias, sete pole positions e 14 pódios. Esse título já o qualifica para correr na F1.

– Ele é um piloto extremamente talentoso e dedicado, trabalhar com ele é um prazer e mal podemos esperar para começarmos esta aventura juntos – disse Rene Rosin, chefe da equipe de motores Mercedes, em comunicado.

– Esta modalidade não é fácil devido à sua curva de aprendizagem para os novatos, especialmente com a introdução do novo carro, mas achamos que Mick tem a maturidade e as habilidades necessárias para se dar bem.

O jovem alemão disse que a mudança é um “passo lógico” na carreira, e que o ajudará a aprimorar suas habilidades e ganhar mais experiência.

– Não posso agradecer a família Prema o suficiente pelo que conquistamos juntos como equipe, especialmente neste ano, como continuamos a nos desenvolver juntos – acrescentou.

O jovem Schumacher fará testes com a Prema em Abu Dhabi no final desta semana.

Em outubro o pentacampeão Lewis Hamilton disse acreditar que Mick alcançará o auge do esporte.

– É 100 % que um Schumacher voltará à Fórmula 1, em parte por causa do nome, mas em segundo lugar porque ele está fazendo um ótimo trabalho – disse o piloto da Mercedes na ocasião.

Michael Schumacher detém o recorde de sete títulos mundiais, sendo cinco consecutivos com a Ferrari, e também o recorde de 91 vitórias na Fórmula 1.

O ex-piloto de 49 anos, cuja privacidade é preservada cuidadosamente, não é visto em público desde que sofreu ferimentos graves na cabeça em um acidente de esqui na França em dezembro de 2013.

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