França lançará redes 5G em 2020 apesar de problemas da Huawei

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Publicado terça-feira, 21 de maio de 2019 as 12:05, por: CdB

A empresa chinesa ainda está proibida de comprar hardware e software produzidos nos EUA para fabricar novos produtos sem licenças adicionais, que são difíceis de obter.

Por Redação, com Reuters – de Paris

A França lançará a implantação de sua rede 5G em 2020, como o planejado, apesar das atuais dificuldades enfrentadas pela fabricante chinesa de equipamentos Huawei, que podem fazer algumas operadoras a trocar de fornecedor, disse o regulador do setor de telecomunicações nesta terça-feira.

A França lançará a implantação de sua rede 5G em 2020

– Para mim, isso terá um impacto limitado – disse o chefe da agência reguladora francesa Arcep, Sebastian Soriano, a jornalistas e analistas em Paris, acrescentando que nenhuma operadora de telecomunicações francesa depende exclusivamente de equipamentos da Huawei para cobertura de grandes cidades.

– Estamos visando um lançamento comercial do 5G em 2020 – reiterou, acrescentando que a Arcep seria flexível com operadoras que decidirem mudar de fornecedor de equipamentos.

Os Estados Unidos incluíram a Huawei na semana passada em uma lista negra que torna muito difícil para a empresa fazer negócios com companhias norte-americanas. A inclusão da empresa ocorreu sob alegação de que a Huawei estava envolvida em atividades que apresentavam risco à segurança nacional dos EUA.

Na segunda-feira, o Departamento de Comércio dos EUA concedeu à Huawei uma licença de compra de produtos do país até 19 de agosto para manter as redes de telecomunicações existentes em atividade e fornecer atualizações de software para smartphones Huawei. A empresa chinesa ainda está proibida de comprar hardware e software produzidos nos EUA para fabricar novos produtos sem licenças adicionais, que são difíceis de obter.

EUA aliviam restrições à Huawei

Os Estados Unidos aliviaram temporariamente as restrições comerciais à chinesa Huawei para minimizar os transtornos a seus clientes, medida que o fundador da maior fabricante de equipamentos de telecomunicações do mundo disse ter pouco significado porque ela já estava preparada para a ação dos EUA.

O Departamento do Comércio dos EUA proibiu a Huawei Technologies de comprar produtos norte-americanos na semana passada, dizendo que a empresa estava envolvida em atividades que apresentavam risco à segurança nacional dos EUA.

A decisão ocorreu em meio a uma crescente disputa sobre as práticas comerciais entre Pequim e Washington. Os dois países aumentaram as tarifas de importação sobre produtos um do outro nas últimas duas semanas, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a China havia quebrado compromissos anteriores feitos durante meses de negociações.

Na segunda-feira, o Departamento de Comércio concedeu à Huawei uma licença de compra de produtos dos EUA até 19 de agosto para manter as redes de telecomunicações existentes em atividade e fornecer atualizações de software para smartphones Huawei.

A empresa chinesa ainda está proibida de comprar hardware e software produzidos nos EUA para fabricar novos produtos sem licenças adicionais, que são difíceis de obter.

A medida tem o objetivo de dar às operadoras de telecomunicações que dependem de equipamentos da Huawei tempo para fazer outros planejamentos, disse o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, em comunicado na segunda-feira.

– Em suma, esta licença permitirá que as operações continuem para os atuais usuários de telefones celulares da Huawei e redes rurais de banda larga – disse Ross.

O fundador da Huawei, Ren Zhengfei, disse na terça-feira em uma série de entrevistas à mídia estatal chinesa que o alívio não tem muito significado para a fabricante de equipamentos de telecomunicação, pois empresa já estava se preparando para tal cenário.

– As ações do governo dos EUA no momento subestimam nossas capacidades – disse Ren em entrevista à CCTV, de acordo com uma transcrição publicada pela emissora estatal chinesa.

A licença temporária sugere que mudanças na cadeia de suprimentos da Huawei podem ter consequências imediatas, de longo alcance e não intencionais para seus clientes.

O Departamento de Comércio informou que vai avaliar se prolonga o período de licença para além dos 90 dias.

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