França lidera venda de camisas da seleção antes mesmo da Copa

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Publicado sexta-feira, 8 de junho de 2018 as 11:25, por: CdB

As peças da Nike são uma máquina de fazer dinheiro. A camisa oficial da França custa 85 euros, mesmo para crianças, segundo o site da Federação Francesa de Futebol

Por Redação, com Reuters – de Paris/Zurique:

O futebol francês venceu uma competição antes mesmo de seus jogadores voarem para a Rússia para a Copa do Mundo deste ano: vendeu mais camisas azuis em todo o mundo do que as de qualquer outra seleção, incluindo a famosa camisa amarela do Brasil.

Camisas da seleção francesa são vistas em loja em Marselha, na França

As peças da Nike são uma máquina de fazer dinheiro. A camisa oficial da França custa 85 euros; mesmo para crianças, segundo o site da Federação Francesa de Futebol (FFF). 

– É impressionante. Os estoques acabaram em todo o mundo. Não conseguimos atender à demanda. Estamos à frente do Brasil em número de camisas vendidas – disse Noel Le Graet, chefe da FFF; em entrevista ao canal BFM TV. 

– Assim que uma camisa aparece em qualquer uma de nossa lojas em todo o mundo, é comprada. 

A Nike, que só passou a investir pesado no futebol quando a Copa do Mundo foi disputada nos Estados Unidos em 1994, está fornecendo os uniformes de 10 países, entre eles Brasil, França e Inglaterra. 

A rival Adidas está patrocinando 12 das 32 seleções, incluindo Alemanha e Espanha, fortes candidatas ao título, e a anfitriã Rússia. 

Le Graet disse que os jogadores da seleção francesa comandada por Didier Deschamps receberão um bônus de 150 mil euros se o time chegar à semifinal e 280 mil euros por uma vaga na final.
 

Partidas da Copa

A Fifa reiterou que os árbitros terão o poder de encerrar partidas na Copa do Mundo; que acontece neste mês e no próximo na Rússia em caso de atos persistentes de discriminação por parte da torcida.

A Rússia prometeu combater o racismo em um momento em que o país enfrenta um escrutínio crescente antes; e durante o torneio que abrigará entre os dias 14 de junho e 15 de julho em 11 cidades; incluindo Moscou, São Petersburgo e Sochi. 

Mas ainda há preocupação em relação a isso e o jogador da seleção da Inglaterra Danny Rose disse na quarta-feira; que disse a sua família para não comparecer ao Mundial pois ele teme que sejam alvos de abusos racistas. 

A secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura, disse que a entidade que comanda o futebol mundial leva a discriminação muito a sério. 

– Além de medidas educacionais… temos sistemas funcionando para reagir e punir atos discriminatórios, assim; como medidas para garantir um ambiente livre de discriminação na Copa do Mundo da Fifa – disse ela em um comunicado divulgado pela entidade nesta quinta-feira.

A Fifa disse que, pela primeira vez nos 88 anos de história do torneio, haverá um sistema de monitoramento anti-discriminação em cada partida. 

Uma equipe de três observadores da rede anti-discriminação Fare observará o comportamento de torcedores neutros e das duas seleções. 

– Esses observadores entendem o idioma e são treinados nas especificidades da cultura de cada torcida – afirma o comunicado.

A Fifa disse que os árbitros também intervirão sob o chamado procedimento de três passos. 

Os árbitros terão autoridade para primeiro parar o jogo e pedir ao sistema de som que peça o fim do comportamento discriminatório. Eles poderão então suspender a partida se o comportamento continuar e, posteriormente, encerá-la. 

 

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