França multa Google em 150 milhões de euros

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Publicado sexta-feira, 20 de dezembro de 2019 as 11:22, por: CdB

A multa ocorre quando a França e outros países europeus têm questionado grandes empresas de tecnologia dos EUA, como Google, Facebook, Apple e Amazon, que são frequentemente criticadas por pagarem impostos relativamente baixos.

Por Redação, com Reuters – de Paris/São Francisco

A autoridade de concorrência da França multou o Google em 150 milhões de euros por comportamento anticompetitivo e por ter anúncios pouco claros na página do Google Ads.

A autoridade de concorrência da França multou o Google em 150 milhões de euros por comportamento anticompetitivo
A autoridade de concorrência da França multou o Google em 150 milhões de euros por comportamento anticompetitivo

A multa ocorre quando a França e outros países europeus têm questionado grandes empresas de tecnologia dos EUA, como Google, Facebook, Apple e Amazon, que são frequentemente criticadas por pagarem impostos relativamente baixos.

Em setembro, o Google concordou em pagar cerca de 1 bilhão de euros às autoridades francesas para resolver uma investigação de fraude fiscal iniciada há quatro anos.

O Google, que é a maior ferramenta de busca na internet do mundo, também enfrentou um crescente escrutínio regulatório sobre o conteúdo que promove nos resultados de pesquisa e em seus anúncios.

Isabelle de Silva, chefe da autoridade francesa de concorrência, disse em entrevista coletiva que o domínio do Google na publicidade online era “extraordinário”, com a empresa norte-americana tendo uma participação de mercado de cerca de 90% na área.

O Google disse que recorrerá da multa.

Proteção de dados

Em janeiro, o órgão de proteção de dados da França multou o Google em 50 milhões de euros por violar as regras de privacidade online da União Europeia.

O órgão de fiscalização francês declarou na decisão de janeiro que o Google carecia de transparência e clareza na maneira como informava os usuários sobre o uso de seus dados pessoais e não conseguiu obter adequadamente seu consentimento para anúncios personalizados.

Facebook

O Facebook não irá mais utilizar os números de telefone dos usuários obtidos na autenticação de dois fatores no seu recurso “pessoas que você talvez conheça”, como parte de uma ampla revisão de suas práticas de privacidade, disse a empresa à agência inglesa de notícias Reuters.

Revelações no ano passado de que o Facebook estava usando dados pessoais obtidos para autenticação de dois fatores para veicular propagandas enfureceram defensores da privacidade, que consideraram a prática enganosa e disseram que acabava com a confiança em uma ferramenta essencial de segurança digital.

A empresa já havia parado de permitir que esses números de telefone fossem usados para fins publicitários em junho, informou o Facebook, e agora está começando a estender essa medida às sugestões de amigos.

O Facebook iniciou as atualizações em linha com seu acordo de US$ 5 bilhões com a Federal Trade Commission dos EUA (FTC), que exige que a rede social aumente as proteções dos dados do usuário para encerrar uma investigação do governo sobre suas práticas de privacidade.

A ordem da FTC, que ainda aguarda aprovação do tribunal, afirmou que o Facebook não divulgou que os números de telefone fornecidos para autenticação de dois fatores também eram usados para publicidade e especificamente proibiram essa abordagem nas ferramentas de segurança.

Michel Protti, um executivo de longa data do Facebook que assumiu o cargo de vice-presidente de privacidade e lidera a revisão, disse à Reuters que a atualização da autenticação de dois fatores era um exemplo do novo modelo de privacidade da empresa em ação.

A mudança -que está acontecendo no Equador, Etiópia, Paquistão, Líbia e Camboja nesta semana e será introduzida globalmente no início do próximo ano- impedirá que qualquer número de telefone fornecido durante o cadastro para autenticação de dois fatores seja usado para fazer sugestões de amigos.

Os usuários existentes da ferramenta não serão afetados, mas podem desconectar seus números de autenticação de dois fatores a partir do recurso de sugestão de amigos, excluindo-os e adicionando-os novamente.

Gennie Gebhart, pesquisadora da Electronic Frontier Foundation que deu feedback ao Facebook sobre suas atualizações na autenticação de dois fatores, disse que recebeu bem essas mudanças, bem como os novos protocolos de privacidade, mas as achou “incompletas”.

Ela citou outros exemplos de “abuso de números de telefone”, como a capacidade de encontrar usuários pesquisando seu número utilizado na autenticação de dois fatores, e pediu divulgação pública em torno do processo de revisão e quaisquer certificações que o Facebook envie à FTC.

– Não basta que apenas o Facebook e o governo tenham essa informação – disse Gebhart. “O Facebook realmente espera que nós acreditaremos em sua palavra?”

 

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