Francisco critica desigualdade alimentar global dizendo que ‘poucos têm demais’

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Publicado quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019 as 14:00, por: CdB

O líder da Igreja Católica fez os comentários durante uma visita à Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que tem sede em Roma, para uma sessão do conselho diretor de sua agência o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola.

Por Redação, com Reuters – de Roma

O papa Francisco criticou o acesso desigual aos alimentos em todo o mundo, que chamou de “perverso” nesta quinta-feira, dizendo que ele pode causar um desastre para a humanidade se não for remediado.

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– Poucos têm demais e muitos têm pouco – disse o pontífice argentino de 81 anos, uma das vozes mais respeitadas do mundo em questões de pobreza a justiça social.

O líder da Igreja Católica fez os comentários durante uma visita à Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que tem sede em Roma, para uma sessão do conselho diretor de sua agência o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola.

Muitos não têm comida e estão à deriva, enquanto poucos estão se afogando em supérfluos – disse o papa, que muitas vezes expressou apoio a metas da ONU para o combate à pobreza e à mudança climática.

– Esta tendência perversa à desigualdade é desastrosa para o futuro da humanidade.

Ecoando as queixas de movimentos de protesto populares de todo o globo, Francisco lamentou que o ritmo da redução da pobreza extrema esteja desacelerando, “enquanto a concentração de riquezas nas mãos de poucos está aumentando”.

Na América Latina, continente de origem do papa, o número de pessoas que vivem na pobreza extrema aumentou em 2017 e atingiu seu pico em quase uma década, apesar do aumento de gastos com políticas sociais, disse outra agência da ONU no mês passado.

– Elas vivem em condições precárias: o ar é ruim, os recursos naturais estão exauridos, os rios poluídos, o solo está acidificado – disse Francisco a respeito dos mais desamparados do mundo.

O papa, que também se encontrou com representantes indígenas, disse ser “paradoxal” que muitas das mais de 820 milhões de pessoas que sofrem de fome e desnutrição morem em áreas rurais, onde a maior parte dos alimentos é produzida. O êxodo global de áreas rurais para urbanas é preocupante, acrescentou.

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