Fraudes ao seguro-desemprego são alvo da PF em Alagoas

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Publicado quinta-feira, 5 de novembro de 2020 as 12:46, por: CdB

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, a Operação Garapeiros, que investiga uma organização criminosa especializada em fraudar o seguro-desemprego no estado de Alagoas.

Por Redação, com ABr–  de Brasília

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, a Operação Garapeiros, que investiga uma organização criminosa especializada em fraudar o seguro-desemprego no estado de Alagoas.

Fraudes ao seguro-desemprego em Alagoas são alvo de operação da PF
Fraudes ao seguro-desemprego em Alagoas são alvo de operação da PF

Na ação foram cumpridos quatro mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal contra os principais envolvidos, além de 16 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens e valores, todos na capital Maceió.

Vínculos empregatícios fictícios

“O inquérito policial foi instaurado em abril desse ano e, desde então, foram identificados significativos vínculos empregatícios fictícios com o objetivo de criar artificiosamente direito ao seguro-desemprego”, explicou a PF.

Os materiais apreendidos foram encaminhados à sede da Polícia Federal em Alagoas para os procedimentos cabíveis. Os envolvidos responderão pelos crimes de constituição de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informações, peculato e estelionato, cujas penas máximas, se somadas, atingem 37 anos de reclusão.

Previdência

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a Operação Fragmentado, tendo como alvo um esquema de fraudes contra o sistema previdenciário. Cerca de 70 policiais federais cumpriram 25 mandados judiciais, sendo um deles de prisão preventiva, seis de prisão temporária e 18 de busca e apreensão.

As diligências foram cumpridas nos municípios maranhenses de São Luís, Santa Rita, Bacabeira e Peri Mirim. Há também diligências em Ananindeua, no Pará.

Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na Agência da Previdência Social de Santa Rita, no Maranhão. Outro, na residência de uma servidora do INSS. De acordo com a PF, foi pedido ao INSS que suspenda e bloqueie, de imediato, pagamentos a 61 benefícios, e que todos eles sejam submetidos a procedimentos de auditoria.

A PF informa já ter contabilizado um prejuízo próximo a R$ 7,3 milhões.

Iniciada em 2019, a investigação possibilitou a identificação de um esquema de fraudes que falsificava documentos para a obtenção indevida e manutenção de benefícios previdenciários.

Em nota, a PF informa que os envolvidos estão sendo investigados pela prática dos crimes de estelionato previdenciário, associação criminosa, uso de documento falso. Somadas, as penas podem ultrapassar 15 anos de reclusão.