Frigoríficos tentam reduzir danos com casos de doença da ‘vaca louca’

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Publicado segunda-feira, 6 de setembro de 2021 as 15:52, por: CdB

A Minerva e a Marfrig informaram, simultaneamente, que outros frigoríficos que possuem na América do Sul, localizados na Argentina e no Uruguai. A Minerva, líder na América do Sul, informou nesta segunda-feira que a subsidiária Athena Foods seguirá com as vendas para a China.

Por Redação – de São Paulo

Os frigoríficos atingidos pela suspensão nas exportações de carne devido à presença de casos da doença da ‘vaca louca’ noticiados ao longo das últimas 72 horas. Em nota ao mercado, as administrações dessas empresas afirmam que as suas vendas não serão abaladas pelos dois casos atípicos da doença da ‘vaca louca’ confirmados no Brasil na semana passada, um em Nova Canaã do Norte (MT) e outro em Belo Horizonte (MG).

A produção de carne não aumentou, enquanto as exportações bateram recorde. O resultado foi uma alta significativa no preço do produto
A produção de carne para exportação bate recorde, principalmente nas vendas para o mercado chinês

As exportações de carne bovina do Brasil para a China foram suspensas no sábado após a confirmação dos registros pelo Ministério da Agricultura. O país asiático é o maior importador do produto brasileiro. A suspensão atende a protocolo sanitário firmado entre os dois países e dura até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações repassadas.

Participação

A Minerva e a Marfrig informaram, simultaneamente, que outros frigoríficos que possuem na América do Sul, localizados na Argentina e no Uruguai, aptos a atender a demanda chinesa. A Minerva, líder na América do Sul em exportação de carne bovina, informou nesta segunda-feira que a subsidiária Athena Foods – que tem três unidades no Uruguai e uma na Argentina – seguirá com as vendas para a China, “sem comprometer” sua participação do mercado.

“A Minerva acredita que, tal qual em períodos anteriores, a suspensão das exportações brasileiras é temporária e deverá ser retomada em um curto espaço de tempo”, afirmou, no comunicado. Já a Marfrig relata possuir, na América do Sul, 13 plantas habilitadas para China. Além de sete no Brasil, tem quatro no Uruguai e duas na Argentina.

No acumulado dos primeiros seis meses do ano, as exportações brasileiras da Marfrig para o mercado chinês representaram 5,6% da receita líquida consolidada.

“A Marfrig acredita que a situação está dentro dos parâmetros regulares envolvendo questões sanitárias e espera que as exportações sejam retomadas em breve”, informou a empresa.

Transparência

O frigorífico ainda defendeu que, por serem casos atípicos, a OIE (Organização Internacional de Epizootias) deveria manter inalterado o status do Brasil, de risco insignificante para a doença, “encerrando o episódio”.

“O tratamento que vem sendo dado ao caso comprova a eficiência e a transparência dos mecanismos brasileiros de rastreabilidade e de controle sanitário”, disse a Marfrig.

Os importadores chineses de carne bovina, por sua vez, disseram nesta segunda que a suspensão das exportações do Brasil, seu principal fornecedor, não teve impacto imediato no mercado, com alguns ainda fazendo compras em antecipação a uma rápida retomada do comércio.

Importações

Apesar da participação dominante do Brasil de 40% nas importações de carne bovina pela China, os preços não mudaram até esta segunda e alguns importadores ainda estavam em busca de negócios.

— Ainda estamos comprando, as fábricas precisam manter seus estoques — disse Grace Gao, gerente geral da importadora Goldrich International.

O Brasil embarcou mais de 500 mil toneladas de carne bovina para a China de janeiro a julho deste ano, ou 38% das importações totais da país asiático, mostram dados da alfândega chinesa, colocando-o bem à frente do fornecedor ao segundo maior, a Argentina, que forneceu pouco menos de 300 mil toneladas.

— Presumo que o governo chinês não banirá as importações. O Brasil é muito importante — resumiu Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank.

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