Fronteira entre Gaza e Israel tem dia de silêncio após cessar-fogo

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Publicado segunda-feira, 6 de maio de 2019 as 10:09, por: CdB

Os ataques mais recentes começaram há três dias, atingindo seu ápice no domingo, quando foguetes e mísseis de Gaza mataram quatro civis em Israel.

Por Redação, com Reuters – de Gaza/Jerusalém

A onda de violência do fim de semana na Faixa de Gaza e no sul de Israel foi interrompida durante a madrugada desta segunda-feira, com autoridades palestinas relatando que o Egito havia mediado um cessar-fogo para interromper os piores confrontos na região em meses.

Os ataques mais recentes começaram há três dias

Os ataques mais recentes começaram há três dias, atingindo seu ápice no domingo, quando foguetes e mísseis de Gaza mataram quatro civis em Israel. Ataques israelenses mataram 21 palestinos, sendo mais da metade civis, durante o fim de semana.

Duas autoridades palestinas e uma emissora de TV do Hamas, grupo islâmico que comanda Gaza, informaram que uma trégua fora alcançada às 4h30 da madrugada (horário local), aparentemente impedindo que a violência se ampliasse para um conflito que nenhum dos lados parecia interessado em ingressar.

Israel não confirmou formalmente o estabelecimento de uma trégua na Faixa de Gaza com o Hamas e seus aliados da Jihad Islâmica, militantes que os israelenses, assim como boa parte do Ocidente, designam como terroristas.

Autoridades do governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, falaram em termos gerais sobre um retorno recíproco ao silêncio, dentre elas uma sugeriu que o Irã, rival da Israel e um dos maiores fundadores da Jihad Islâmica, era responsável pela escalada em Gaza.

Sob sanções renovadas dos Estados Unidos e ataques israelenses contra ativos militares na Síria, o Irã pode ter visto a violência palestina como uma forma de dizer a Israel que “nós retornaremos a vocês através da Jihad (Islâmica) e de Gaza”, disse o ministro da Energia de Israel, Yuval Steinitz, à estação de rádio israelense 90 FM.

O Exército israelense afirmou que mais de 600 mísseis, muitos deles interceptados, foram disparados contra cidades e vilas no sul de Israel desde sexta-feira e que atacou mais de 320 alvos de grupos militantes em Gaza.

A violência diminuiu exatamente antes do mês sagrado muçulmano do Ramadã —uma época tradicionalmente de rezas, banquetes familiares para quebrar o jejum do dia e compras—, que começa no território nesta segunda-feira.

Sirenes no sul de Israel, que soaram continuamente durante o fim de semana, não foram ouvidas nesta segunda-feira e não houve relatos de novos ataques aéreos em Gaza.

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