Fuga de criminosos do PCC de uma prisão no Paraguai mobiliza federais, no Brasil

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Publicado domingo, 19 de janeiro de 2020 as 17:50, por: CdB

A ministra da Justiça paraguaia, Cecilia Pérez, disse a repórteres que a diretora da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero foi demitida junto com outros seis funcionários, após a fuga que envolveu membros do grupo criminoso brasileiro Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

Por Redação, com agências internacionais – de Brasília e Pedro Juan Caballero, Paraguai

 

A fuga de 75 presos do grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC), de uma prisão na cidade paraguaia Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil, neste domingo, mobiliza a Polícia Federal e as tropas de fronteira. Os presos cavaram um túnel, em uma operação que teria funcionários da instituição como cúmplices, informou o governo vizinho.

Perito da polícia paraguaia mede a saída do túnel usado para a fuga dos presos do PCC
Perito da polícia paraguaia mede a saída do túnel usado para a fuga dos presos do PCC

A ministra da Justiça paraguaia, Cecilia Pérez, disse a repórteres que a diretora da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero foi demitida junto com outros seis funcionários, após a fuga que envolveu membros do grupo criminoso brasileiro Primeiro Comando da Capital (PCC).

— É um trabalho que levou dias e é impossível que as autoridades não percebessem que estava para acontecer… obviamente esse era um plano adquirido — disse Pérez à estação de rádio Monumental.

Libertação

O governo paraguaio denunciou o fato à Polícia Federal do Brasil, embora a Procuradoria Geral da República acredite que os fugitivos ainda estejam em território paraguaio. O ministro do Interior, Euclides Acevedo, disse à imprensa local que o túnel pode ter sido um recurso para “legitimar a libertação” de prisioneiros.

— Podemos dizer que eles ainda estão em nosso território. Nessa área, existem muitas áreas arborizadas e eles conhecem o território… são pessoas altamente perigosas — disse a procuradora-geral do Estado, Sandra Quiñónez.

A área é considerada um trânsito para o narcotráfico e um local de operações para grupos como o PCC e o Comando Vermelho, as facções criminosas mais poderosas do Brasil.

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