FUP recorrerá de decisão contra greve na Petrobras

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Publicado terça-feira, 18 de fevereiro de 2020 as 10:44, por: CdB

A Federação Única dos Petroleiros afirmou que irá recorrer de decisão do Tribunal Superior do Trabalho que declarou a greve de funcionários da Petrobras como ilegal e abusiva.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que irá recorrer de decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que declarou na segunda-feira a greve de funcionários da Petrobras como ilegal e abusiva, segundo vídeo divulgado pela entidade.

A decisão do ministro do TST estabeleceu multas diárias de entre R$ 250 mil e R$ 500 mil aos sindicatos
A decisão do ministro do TST estabeleceu multas diárias de entre R$ 250 mil e R$ 500 mil aos sindicatos

Ao atender recurso da petroleira, o ministro do TST Ives Gandra da Silva Martins Filho autorizou a Petrobras a “adotar as medidas administrativas cabíveis” para o fim da paralisação, iniciada em 1° de fevereiro, inclusive com sanções disciplinares aos empregados que não atenderem ao comando judicial.

A Petrobras disse em comunicado à imprensa na noite de segunda-feira que “já notificou as instituições sindicais da decisão e aguarda que todos os empregados retornem às suas atribuições imediatamente”.

Já a FUP criticou a decisão e afirmou entender que o movimento grevista é legítimo e legal. A comissão permanente de negociação da instituição ainda pediu que os petroleiros mantenham a paralisação e aguardem orientações dos sindicatos.

Decisão é inconstitucional

– Entendemos que essa decisão é inconstitucional e nossos advogados em todo o Brasil estarão, sim, vendo uma forma de questionar essa decisão monocrática do ministro Ives Gandra – disse no vídeo o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

Segundo ele, a instituição tomou conhecimento da medida do TST “de maneiras ainda não oficiais”.

A decisão do ministro do TST estabeleceu multas diárias de entre R$ 250 mil e R$ 500 mil aos sindicatos em caso de descumprimento, além de bloqueio de contas e repasse de mensalidades associativas.

Na segunda-feira, a FUP havia afirmado que a paralisação tinha adesão de mais de 60% dos funcionários da área operacional da Petrobras, envolvendo total de mais de 20 mil trabalhadores em 13 Estados.

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