Furto milionário de criptomoedas leva corretora japonesa a reembolsar clientes

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Publicado domingo, 28 de janeiro de 2018 as 14:25, por: CdB

Segundo nota da companhia, neste domingo, eles usarão os próprios ativos para reembolsar cerca de US$ 360 milhões aos investidores das criptomoedas. Não explicaram, porém, como eles serão pagos.

 

Por Redação, com Ansa – de Tóquio

 

A corretora japonesa de criptomoedas Coincheck informou que reembolsará 90% de seus 260 mil clientes. Eles tiveram prejuízo com um mega roubo feito por hackers na última semana. De acordo com as autoridades, eles roubaram o equivalente a US$ 400 milhões entre estas quinta e sexta-feiras.

Transeunte, em Tóquio, observa o painel de criptomoedas de uma corretora
Transeunte, em Tóquio, observa o painel de criptomoedas de uma corretora

Segundo nota da companhia, neste domingo, eles usarão os próprios ativos para reembolsar cerca de US$ 360 milhões aos investidores das criptomoedas. Não explicaram, porém, como eles serão pagos. A notícia é uma mudança de posição da Coincheck que, a princípio, se negou a ressarcir os investidores.

Até o momento, não se sabe quem ou como o roubo do NEM; a 10ª criptomoeda mais valiosa do mundo, foi cometido. Segundo fontes que investigam o caso; a Coincheck poderá receber uma multa da Agência Nacional dos Serviços Financeiros. Os empresários são responsabilizados por não ter tomado medidas de segurança suficientes para proteger as contas de seus clientes.

Segurança

As criptomoedas têm sido um ativo valioso para o submundo do crime. Na semana passada, uma mulher residente em Long Island, no Estado norte-americano de Nova York, foi acusada de lavagem de dinheiro com bitcoin e outras moedas criptografadas e de enviar os valores ao exterior para ajudar financeiramente o grupo extremista “Estado Islâmico” (EI), de acordo com comunicado de procuradores federais dos EUA.

Z Shahnaz, de 27 anos e nascida no Paquistão, está detida sem direito à fiança sob acusações emitidas na quinta-feira de fraude bancária; conspiração para cometer lavagem de dinheiro e lavagem de dinheiro, relataram os promotores.

Dinheiro lícito

Shahnaz trabalhou como técnica num laboratório em Manhattan e não tinha antecedentes criminais e; segundo os promotores, obteve fraudulentamente; a partir de março, mais de US$ 85 mil por meio de um empréstimo bancário e cartões de crédito para comprar bitcoin e outras moedas criptografadas.

– Ela então fez várias transações para pessoas e entidades obscuras no Paquistão; na China e na Turquia, as quasi foram concebidas para evitar requisitos de relatórios de transações e esconder a identidade, a fonte e o destino do dinheiro obtido ilicitamente – explicaram documentos oficiais.

– Essas transações foram motivadas para beneficiar o EI, ao qual a ré buscava se juntar na Síria – acrescentaram os documentos.

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