Futuro da Igreja Católica Romana na Amazônia é discutido no Vaticano

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Publicado domingo, 6 de outubro de 2019 as 15:53, por: CdB

Francisco disse que alguns líderes da Igreja arriscam se tornar “burocratas, e não pastores”, e pediu que tenham coragem para reacender o fogo do que chamou de dádiva de Deus de estar aberto às mudanças.

Por Redação, com Reuters – da Cidade do Vaticano

O papa Francisco pediu neste domingo para conservadores não se prenderem ao status quo, conforme deu início a uma assembleia de bispos para discutir o futuro da Igreja Católica Romana na Amazônia, incluindo a possibilidade de padres casados.

Na Basílica de São Pedro, Papa Francisco denunciou formas passadas e presentes de colonialismo
Na Basílica de São Pedro, Papa Francisco denunciou formas passadas e presentes de colonialismo

Em missa na Basílica de São Pedro, na abertura do sínodo, Francisco também denunciou formas passadas e presentes de colonialismo e disse que alguns dos incêndios que devastaram florestas no Brasil nos meses recentes foram gerados por alguns grupos com interesses específicos.

Em seu sermão, Francisco disse que alguns líderes da Igreja arriscam se tornar “burocratas, e não pastores”, e pediu que tenham coragem para reacender o fogo do que chamou de dádiva de Deus de estar aberto às mudanças.

– Se tudo continuar como é, se passarmos nossos dias contentes que ‘esta é a maneira que as coisas sempre foram feitas’, então a dádiva desaparece, sufocada pelas cinzas do medo e da preocupação por defender o status quo – disse.

Um dos tópicos mais controversos do sínodo, no qual a maioria dos 260 participantes é de bispos da Amazônia, é se deve haver permissão para que “homens verificados” mais velhos, casados, com famílias e forte presença em comunidades locais possam ser ordenados como padres na Amazônia.

Esta solução para a escassez de padres, apoiada por muitos bispos sul-americanos, pode permitir que católicos em áreas isoladas participem de missas e recebam sacramentos regularmente. Em torno de 85% dos vilarejos na Amazônia, região que abriga oito países e o território francês da Guiana, não podem participar de missas todas as semanas. Alguns veem um padre apenas uma vez ao ano.

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