Garotinho é contra importar modelos de combate ao crime

Arquivado em: Arquivo CDB
Publicado sexta-feira, 6 de junho de 2003 as 11:49, por: CdB

O secretário de Segurança do Rio, Anthony Garotinho, é contra importar modelos pre-concebidos no combate à violência. Esta foi a reação dele ao comentar o plano de segurança implantado com sucesso em uma cidade como Nova York. Para o secretário, esta alternativa pode criar problemas, ao invés de soluções.

Garotinho participou da abertura do seminário “Tolerância Zero: o fim da violência e da criminalidade urbana”, promovido pelo Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio e pelo Ministério Publico. Durante todo o dia, serão discutidas ações implantadas para combater o crime na cidade de Nova York.

– Já estive três vezes em Nova York conhecendo o sistema Tolerância Zero, mas é preciso ressaltar as diferenças. Nova York tem algumas áreas de exclusão e o Rio de Janeiro tem muitas. No nosso caso específico, temos que vencer o crime organizado e o tráfico de drogas, quebrar espinha dorsal do crime -, afirmou o secretário. Garotinho acrescentou que, no entanto, é possível fazer, no Rio de Janeiro, o que foi feito na cidade americana, onde uma área determinada foi escolhida para a implantação do projeto.

Em relação às recentes operações policiais, como a que ocorreu ontem no Morro da Mangueira, Garotinho destacou a eficiência da polícia, que conseguiu prender oito criminosos sem que houvesse maiores conseqüências para a comunidade, como uma intensa troca de tiros.

– Precisamos acabar com essa concepção de que a polícia tem que sair atirando.

Já o chefe de Policia Civil, delegado Álvaro Lins, também presente ao evento, elogiou o andamento das operações nas favelas, em que vários mandados de prisão foram cumpridos, e afirmou que elas têm como principal característica evitar riscos desnecessários. Questionado sobre se as ações continuariam ocorrendo nos horários de entrada e saída das escolas, Álvaro Lins disse que a polícia não tem horário para fazer operações.

O secretário confirmou a informação de que a polícia já esta trabalhando com a hipótese de que um professor estaria envolvido no caso da Universidade Estácio de Sá, onde a estudante Luciana Gonçalves Novaes foi baleada ha um mês, mas disse não poder falar sobre o assunto para não atrapalhar as investigações.