Gastos públicos: Bolsonaro fala em flexibilização do teto

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Publicado quarta-feira, 4 de setembro de 2019 as 11:22, por: CdB

“Eu vou ter que cortar a luz de todos os quartéis do Brasil, por exemplo, se nada for feito”, disse Bolsonaro

Por Redação, com Reuters – de Brasília

O presidente Jair Bolsonaro indicou nesta quarta-feira ser favorável a uma flexibilização do teto de gastos públicos, afirmando que vai ser obrigado a “cortar a luz de todos os quartéis do Brasil” se nada for feito a respeito.

Bolsonaro disse que vai ser obrigado a “cortar a luz de todos os quartéis do Brasil” se nada for feito a respeito.

– Temos um Orçamento, tem as despesas obrigatórias, estão subindo. Acho que daqui a dois ou três anos vai zerar as despesas discricionárias. É isso? Isso é uma questão de matemática, nem preciso responder para você, isso é matemática – disse Bolsonaro a jornalistas ao sair do Palácio da Alvorada, ao ser questionado se vai apoiar alguma flexibilização do teto de gastos, como vêm defendendo a Casa Civil e os militares.

– Eu vou ter que cortar a luz de todos os quartéis do Brasil, por exemplo, se nada for feito. Já te respondi – acrescentou.

O teto de gastos públicos foi aprovado pelo Congresso no final de 2016 como forma de limitar o crescimento das despesas à inflação, em meio ao aperto nas contas públicas.

Uma eventual flexibilização do teto chegou a ser discutida em reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO), quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou sua posição contrária às mudanças, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira.

Na semana passada, o governo apresentou o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020 com previsão de investimentos públicos de apenas R$ 19,360 bilhões, ante patamar já baixo de R$ 27,380 bilhões originalmente estabelecido para este ano, num retrato da dramática situação das contas públicas, que seguem pressionadas pelo crescimento dos gastos obrigatórios.

O presidente também falou sobre a reforma da Previdência, que tramita no Senado, e reconheceu que se não for aprovada o governo enfrentará dificuldades.

– A reforma (da Previdência) é realmente salgada, mas se não fizer todo mundo vai ficar sem receber num curto espaço de tempo – afirmou.

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