Para general, artistas que apoiam #EleNão sofreram ‘lavagem cerebral’

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Publicado quinta-feira, 27 de setembro de 2018 as 14:45, por: CdB

Identificado com torturadores da ditadura militar, o candidato a vice na chapa neofascista de Bolsonaro, general Mourão, faz outra declaração polêmica.

 

Por Redação, com Reuters – de Brasília

Candidato a vice-presidente da chapa do neofascista Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB) disse à agência inglesa de notícias Reuters que artistas e intelectuais do país, alguns dos quais têm se empenhado publicamente em defender o voto contra o presidenciável do PSL, passaram por uma “lavagem cerebral”.

Mourão foi impedido de falar em nome de Bolsonaro, após declarações polêmicas
Mourão foi impedido de falar em nome de Bolsonaro, após declarações polêmicas; mas tentativa de mantê-lo calado não funcionou

— O que você vê nitidamente é que a nossa classe artística aí, a classe intelectual, esse pessoal passou por um processo de lavagem cerebral que parece que só tem uma visão de mundo para eles. Eu acho que isso está errado — reclamou Mourão, em entrevista por telefone.

Emprego

Ao ser questionado sobre os movimentos, principalmente em redes sociais, de artistas com representatividade nacional que pregam o voto contra Bolsonaro, o candidato a vice afirmou ainda que a classe artística no país é patrulhada ideologicamente e, se não tomam uma posição contra o presidenciável do PSL, podem até perder o emprego.

— Olha, os artistas são patrulhados ideologicamente, né? Então, se eles não tomam essa posição, eles perdem até o emprego. Então eu tenho até pena da classe artística, porque parece até que eles pararam de pensar — suspeita.

#EleNão

Mourão citou que algumas das cantoras que andaram tomando posição — que ele destacou que “não sabe nem se é delas mesmo ou se é algo que foi imposto” — estão “começando a tomar aqueles famosos ‘dislikes’ nos Facebooks da vida numa proporção muito maior”.

Cantoras como Anitta e Daniela Mercury usaram redes sociais para defender o voto contra Bolsonaro, embaladas pela hashtag #EleNão, que tem ganhado a adesão de milhões de brasileiras e brasileiros.

No passado, Bolsonaro já deu declarações polêmicas contra mulheres e até responde a dois processos no Supremo Tribunal Federal pelo episódio em que, em 2014, disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não mereceria”.

‘Tirar foto’

Questionado se há um trabalho específico na reta final para o primeiro turno para conquistar o eleitorado feminino, Mourão afirmou que Bolsonaro já vem gravando mensagens veiculados em redes sociais para esse público.

O candidato a vice destacou também que em todos os lugares que têm feito campanha tem “aquela integração das mulheres, todas as mulheres sobem para tirar foto junto, teve muita manifestação nesse sentido”.

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