General cumpre tabela enquanto Bolsonaro segue internado, sem data para voltar

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Publicado quinta-feira, 13 de setembro de 2018 as 13:07, por: CdB

O general Mourão disse que, devido à cirurgia realizada em Bolsonaro, haverá a demanda de um maior tempo de recuperação para o candidato.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) disse a jornalistas, nesta quinta-feira, que a nova cirurgia a que foi submetido o presidenciável impedirá o retorno do representante neofascista às atividades de campanha. Ele não quis precisar se isso pode ocorrer antes do primeiro turno em 7 de outubro.

General Mourão, que defende a ditadura e a tortura de prisioneiros políticos, é atual porta-voz de Bolsonaro, que segue internado na UTI
General Mourão, que defende a ditadura e a tortura de prisioneiros políticos, é atual porta-voz de Bolsonaro, que segue internado na UTI

Mourão disse que a cirurgia realizada em Bolsonaro na noite de quarta-feira foi bem-sucedida, conforme anunciado pelos médicos, mas reconheceu que a nova intervenção vai demandar um maior tempo de recuperação para o candidato.

— Vai atrasar a volta dele para atividade. Não dá para dizer prazo disso aí (se volta antes do primeiro turno). Nessa ânsia de quando vai voltar, isso acaba até causando mais estresse para ele — afirmou Mourão.

Substituto

O general se antecipou e cogita levar à Justiça Eleitoral, ainda que sem a autorização expressa de Bolsonaro, de seus filhos ou da cúpula partidária, a possibilidade de o substituir nas eventuais entrevistas e debates adiante, na corrida eleitoral. Na véspera, diante da demanda inédita, o adversário pedetista, Ciro Gomes, chamou o general de “jumento de carga”.

O candidato a vice-presidente, que cumpre agenda de campanha nesta quinta-feira em Ponta Grossa e Curitiba, no Paraná, no entanto, afirmou que não há, ao menos por agora, qualquer decisão sobre ele representar Bolsonaro nos eventos de campanha durante a recuperação do cabeça de chapa.

Alternativa

Mourão disse que tem mantido a agenda.

— Vamos manter a campanha no ar, mas nada em substituição a ele (Bolsonaro), que o considero insubstituível — desconversou.

O candidato a vice adiantou também que não houve, ainda, a iniciativa de consultar, formalmente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que ele possa representar a coligação em debates durante a recuperação de Bolsonaro. Disse que isso não é um desejo dele, mas uma “alternativa” de campanha.

Bolsonaro foi esfaqueado durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG) na quinta-feira passada, sendo imediatamente submetido a um procedimento cirúrgico. O candidato foi transferido no dia seguinte para o hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde está internado desde então.

Evolui

Na noite de quarta-feira, o presidenciável foi submetido a uma cirurgia com o objetivo de desobstruir o intestino, após uma tomografia de abdômen revelar uma aderência obstruindo o intestino delgado. Segundo os médicos, o procedimento foi bem-sucedido.

Boletim médico divulgado pelo hospital Albert Einstein na manhã desta quinta-feira informou que Bolsonaro voltou para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) durante a madrugada após passar pelo novo procedimento cirúrgico. “O paciente evoluiu bem após a cirurgia, sem intercorrências”, disse o hospital, em nota.

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