Geórgia realizará nova eleição presidencial no dia 4 de janeiro

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Publicado terça-feira, 25 de novembro de 2003 as 12:15, por: CdB

O Parlamento da Geórgia convocou as eleições presidenciais para o próximo dia 4 de janeiro durante a sessão extraordinária realizada nesta terça-feira, em Tbilisi.

Dos 169 deputados que atenderam à convocação da presidente interina georgiana, Nino Burdzhanadze, (em um Parlamento formado por 235 legisladores eleitos em 1999), um total de 155 respaldaram essa data para entrevista nas urnas.

As eleições presidenciais tinham que ser realizadas num prazo de 45 dias, depois da renúncia do chefe de Estado anterior, Eduard Shevardnadze, na grave crise que atingiu este país do Cáucaso.

O arquiteto das manifestações nacionalistas e líder do Movimento Nacional da Geórgia, Mikhail Saakashvili, fez um apelo a todas as forças políticas para que participassem desta sessão do Parlamento para evitar uma “crise constitucional” que poderia levar a uma “guerra civil”.

Mas apesar de Saakashvili ter prometido encontrar-se com os autonomistas da região de Adjária, que, reunidos no partido Renascimento apoiaram Shevardnadze até sua queda, os deputados adjários não foram ao Parlamento.

Também não foram os legisladores da governista Nova Geórgia, nem deputados trabalhistas, que apoiaram Shevardnadze na crise.

O agora ex-chefe de Estado renunciou no domingo passado depois de uma grave crise deflagrada pela denúncia de fraude dos resultados das eleições parlamentares do dia 2 de novembro.

No dia 20 de novembro, a Comissão Eleitoral Central concedeu a vitória nas eleições aos partidos oficialistas, resultados que foram rejeitados pela oposição nacionalista e por dezenas de milhares de pessoas que se mobilizaram em Tbilisi.

Resta agora a convocação de novas eleições parlamentares, mas o caminho para a marcação de uma data já está aberto, depois da decisão do Tribunal Supremo, que hoje anulou os resultados das eleições de 2 de novembro.

Agora só falta que esta decisão do Supremo (que a considerou irrevogável) seja ratificada formalmente pelo Tribunal Constitucional da Geórgia.

-A tarefa que temos neste momento é unir todas as forças políticas para tirar o país da crise.- disse Burdzhanadze, que se comprometeu a garantir “eleições justas”.