Gilmar Mendes reduz dimensão do acordo entre UE e Mercosul

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Publicado segunda-feira, 8 de julho de 2024 as 18:34, por: CdB

O entendimento político sobre o acordo comercial entre a UE e o Mercosul foi alcançado em 2019, mas não foi ratificado devido a questões ambientais levantadas pela Europa, especialmente pela França e os esforços para concretizar o acordo no último semestre do ano passado, durante a presidência rotativa do Brasil no Mercosul, não tiveram sucesso.

Por Redação, com Reuters – de Lisboa

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o jurista Gilmar Mendes afirmou, nesta segunda-feira, que a falta de um acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul não é crucial para o Brasil. Segundo o ministro, o país pode compensar essa ausência firmando acordos com outras nações e blocos econômicos e se tornar a quinta maior economia do mundo.

Gilmar Mendes
Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, promove um encontro anual na capital portuguesa

— Somos a nona economia do mundo e, se tivermos sorte e juízo, muito provavelmente estaremos entre as sete, seis, cinco (economias). Isto é, podemos e temos as condições para estarmos entre as nações líderes do mundo — afirmou o ministro ao hebdomadário português Jornal Económico (JE).

Mendes disse, ainda, que se apostou “muito no acordo Mercosul-UE, que, aparentemente, conta com resistência até mesmo da França por razões muito provavelmente comerciais. Mas outros acordos se abrem, o mundo depende muito de alimentos e nós temos essa capacidade”.

 

Economia

O entendimento político sobre o acordo comercial entre a UE e o Mercosul foi alcançado em 2019, mas não foi ratificado devido a questões ambientais levantadas pela Europa, especialmente pela França e os esforços para concretizar o acordo no último semestre do ano passado, durante a presidência rotativa do Brasil no Mercosul, não tiveram sucesso.

O acordo UE-Mercosul cobriria os 27 Estados-membros da UE; além do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, representando 25% da economia global e cerca de 780 milhões de pessoas, quase 10% da população mundial.

 

Potencial

Nesta linha, o ministro ressaltou o potencial da economia brasileira e afirmou que o país “tem as melhores condições, por exemplo, para a energia limpa; 80% ou mais da nossa energia vem da água”.

— Nós temos um potencial enorme para hidrogênio verde, nós temos um potencial enorme para a energia solar, energia eólica. Temos um parque industrial respeitável, temos um mercado consumidor grande, portanto, em rigor nós temos mais do que um potencial, temos muitas riquezas que faltam, que são carências mundo afora, a nossa riqueza mineral é significativa — concluiu.

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