Godín diz que jogadores do Uruguai apoiam intervenção da Fifa

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Publicado quinta-feira, 23 de agosto de 2018 as 12:23, por: CdB

O presidente da AUF, Wilmar Valdez, renunciou inesperadamente em julho, e a eleição de seu sucessor foi adiada devido a dúvidas sobre a elegibilidade dos candidatos ainda no páreo

Por Redação, com Reuters – de Montevidéu/Nova York

O capitão da seleção do Uruguai, Diego Godín, disse na quarta-feira que os jogadores da equipe apoiam a intervenção da Fifa no futebol nacional, e que uma revisão dos contratos assinados pela associação é “necessária e indispensável”.

Capitão da seleção do Uruguai, Diego Godín

Na terça-feira, a entidade que governa o futebol mundial disse que assumirá o dia a dia da Associação Uruguaia de Futebol (AUF) e que fará com que uma eleição livre e justa para a escolha de um novo presidente aconteça até fevereiro.

O zagueiro Godín, que liderou o Uruguai na Copa do Mundo da Rússia, disse que os jogadores da seleção “apoiaram expressamente” uma decisão que era necessária para “trazer princípios de transparência, democracia e pluralidade à AUF”.

– É hora de o futebol do Uruguai ser conduzido pela vontade de todos os envolvidos, e não por pressões externas que se curvam aos interesses de terceiras partes – tuitou o zagueiro do Atlético de Madri.

O presidente da AUF, Wilmar Valdez, renunciou inesperadamente em julho, e a eleição de seu sucessor foi adiada devido a dúvidas sobre a elegibilidade dos candidatos ainda no páreo.

Um dos efeitos da falta de liderança é que o técnico de longa data da seleção, Óscar Tabárez, não assinou um novo contrato e seu lugar foi preenchido temporariamente pelo treinador da equipe Sub-20, Fabian Coito.

Coito comandará o time no amistoso do mês que vem contra o México nos Estados Unidos.

Ex-presidente da CBF

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol José Maria Marin foi sentenciado na quarta-feira a quatro anos de prisão por acusações de corrupção relacionadas ao escândalo de suborno na Fifa, informou a entidade que controla o futebol mundial.

Marin, de 86 anos, foi sentenciado pela juíza distrital norte-americana Pamela Chen em Nova York. Ele também foi multado em 1,2 milhão de dólares e teve 3,34 milhões de dólares confiscados.

Marin foi condenado em 22 de dezembro por um júri federal por crimes de fraude financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e nesta quarta-feira recebeu a sentença.

Ele está entre os primeiros a serem julgados no que promotores norte-americanos chamaram de esquema abrangente, envolvendo pagamentos de mais de 200 milhões de dólares em subornos em troca de direitos de marketing e transmissão de jogos de futebol. Os promotores disseram que Marin recebeu vários milhões de dólares em propinas.

– Estamos desapontados com a duração da sentença, mas apreciamos os esforços da juíza para atingir um equilíbrio justo – disse o advogado de Marin, Charles Stillman, em email. “O sr. Marin vai recorrer.”

Os promotores buscavam uma pena mínima de 10 anos de prisão, menos 13 meses que Marin já passou sob custódia.

A CBF não comentou o caso.

Pelo menos 42 indivíduos e entidades foram acusados ​​na investigação da Fifa, entre eles o sucessor de Marin na presidência da CBF, Marco Polo Del Nero, que foi suspenso pela Fifa, e muitos se declararam culpados.

O paraguaio Juan Ángel Napout, ex-presidente da Conmebol, foi co-réu no julgamento de Marin e também foi condenado. Sua sentença está marcada para 29 de agosto, segundo os registros do tribunal.

O terceiro réu no julgamento, o ex-dirigente peruano Manuel Burga, foi absolvido.

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