Google dissolve conselho de ética em inteligência artificial

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Publicado sexta-feira, 5 de abril de 2019 as 11:08, por: CdB

O conselho encontrou controvérsias sobre dois de seus membros, de acordo com o portal de notícias online Vox, que relatou a dissolução pela primeira vez.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco

O Google, da Alphabet, anunciou na quinta-feira a dissolução de um conselho que tinha formado uma semana antes para considerar as questões éticas em torno de inteligência artificial e outras tecnologias emergentes.

O conselho, iniciado em 26 de março, deveria fornecer recomendações para o Google e outras empresas e pesquisadores

O conselho encontrou controvérsias sobre dois de seus membros, de acordo com o portal de notícias online Vox, que relatou a dissolução pela primeira vez.

O conselho, iniciado em 26 de março, deveria fornecer recomendações para o Google e outras empresas e pesquisadores que trabalham em áreas como o software de reconhecimento facial, uma forma de automação que provocou preocupações sobre preconceito racial e outras limitações.

O Conselho Consultivo Externo de Tecnologia Avançada de oito membros (ATEAC) incluiu especialistas em tecnologia e em ética digital.

– Ficou claro que no ambiente atual, a ATEAC não pode funcionar como queríamos. Então, estamos dissolvendo o conselho e voltando à fase anterior – disse um representante do Google em um comunicado enviado por email.

A matéria da Vox informou que funcionários do Google assinaram uma petição pedindo a remoção de um dos membros por comentários sobre pessoas transexuais, e acrescentou que a inclusão de um executivo de uma empresa de drones levantou o debate sobre o uso da AI do Google para aplicações militares.

Amazon

Os reguladores de valores mobiliários dos Estados Unidos acabaram com as tentativas da Amazon de impedir que seus investidores considerassem duas propostas de acionistas sobre a polêmica venda de um serviço de reconhecimento facial, um sinal do crescente questionamento da tecnologia.

As decisões, incluindo uma na quarta-feira por funcionários da Comissão de Valores Mobiliários (SEC), ocorreram após um apelo incomum da Amazon para impedir que as propostas não vinculativas fossem votadas na reunião anual da empresa.

Uma das propostas exigiria que a Amazon deixasse de oferecer reconhecimento facial aos governos, a menos que a diretoria da empresa determinasse vendas que não violassem as liberdades civis. A segunda exigiria uma auditoria para examinar o dano aos direitos e privacidade, se houver, que poderia ter resultado do serviço, conhecido como Rekognition.

Ambas as propostas enfrentam batalhas árduas para receber a maioria do apoio de investidores da maior empresa de varejo online e computação em nuvem do mundo. O fundador e presidente-executivo, Jeff Bezos, manterá o direito a voto em cerca de 16 % das ações depois que ele e MacKenzie Bezos se divorciarem, disse ela na quinta-feira.

A Amazon se recusou a comentar sobre as decisões da SEC. A empresa é uma das muitas a promover a tecnologia de reconhecimento facial e divulgou as vendas para os aplicadores da lei e para clientes particulares, usando o serviço para fins de identificação de celebridades.

De acordo com a correspondência publicada no site da SEC, a Amazon pediu permissão dos reguladores para ignorar as propostas, classificando-as como insignificantes para seus negócios, entre outras coisas, mas foi rejeitada em 28 de março.

A Amazon deu o passo incomum de pedir uma reconsideração dessa decisão, mas foi novamente rejeitada em uma carta da agência em 3 de abril.

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