Google deve ajudar a impedir publicidade ilegal de esquemas de mini-bônus

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Publicado terça-feira, 26 de novembro de 2019 as 13:08, por: CdB

As novas regras significarão que mini-bônus especulativos não listados podem ser promovidos apenas aos chamados investidores qualificados.

Por Redação, com Reuters – de Londres/Paris

O Google precisa fazer mais para impedir a publicidade ilegal de esquemas online que levam pequenos investidores a perderem suas economias, disse o órgão regulador britânico nesta terça-feira, depois de proibir o marketing em massa de mini-bônus.

O Google precisa fazer mais para impedir a publicidade ilegal de esquemas online
O Google precisa fazer mais para impedir a publicidade ilegal de esquemas online

A proibição ocorre quase um ano após o colapso da London Capital & Finance, que emitiu mini-bônus não regulamentados no valor de 237 milhões de libras (US$ 304 milhões) para 11,6 mil investidores, que perderam muito dinheiro.

O investimento médio para mini-bônus é de 25 mil libras, mas eles não são regulamentados pela Financial Conduct Authority (FCA) do Reino Unido. Os mini-bônus foram fortemente promovidos online, oferecendo altos retornos, e o órgão regulador tem poder sobre o material de publicidade.

O presidente-executivo da FCA, Andrew Bailey, disse que o órgão queria que as empresas de serviços da Web, especialmente o Google, ajudassem a impedir publicidade ilegal online.

– Queremos ver mais do Google, eles têm uma responsabilidade, dado o alcance e o poder de sua ferramenta – disse Bailey à agência inglesa de notícias Reuters.

O Google não fez nenhum comentário imediato.

A proibição temporária entrará em vigor em 1º de janeiro e durará 12 meses, para dar tempo ao órgão para fazer consultas sobre regras permanentes.

As novas regras significarão que mini-bônus especulativos não listados podem ser promovidos apenas aos chamados investidores qualificados ou de “alto patrimônio líquido”, definidos como ganhando 100 mil libras ou mais por ano ou com ativos líquidos de 250 mil libras ou mais.

Huawei

A França não seguirá os Estados Unidos e não excluirá a chinesa Huawei de sua rede de telecomunicações 5G, mas vai examinar todos os fabricantes de equipamentos para evitar qualquer potencial ameaça à segurança do país, disse uma secretária de Estado da Economia na segunda-feira.

O órgão regulador francês de telecomunicações, Arcep, iniciou a tão esperada venda do espectro 5G na quinta-feira, encerrando meses de intenso debate entre as operadoras e autoridades de telecomunicações do país sobre a melhor maneira de implantar a nova tecnologia de internet móvel ultrarrápida.

– Não miramos um fabricante de equipamentos – disse a secretária de Estado vinculada ao Ministério da Economia, Agnes Pannier-Runacher, ao canal BFM Business, nesta segunda-feira. “Não há exclusão.”

– Há três fabricantes de equipamentos de telecomunicações ativos na França. A Huawei tem uma quota de mercado de 25%, há também Nokia e Ericsson. A Samsung ainda não está ativa na França, mas se interessa pelo 5G – disse Pannier-Runacher.

– O governo não excluirá ninguém. Não estamos seguindo a posição dos Estados Unidos – acrescentou. “Proseguiremos analisando caso a caso.”

As operadoras de telecomunicações terão que solicitar a permissão do gabinete do primeiro-ministro para seus projetos de rede 5G e receberão autorizações com base em considerações que envolvem a segurança nacional.

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