Governador Flávio Dino questiona de lado vão ficar as Forças Armadas, em caso de golpe

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Publicado quinta-feira, 7 de janeiro de 2021 as 14:29, por: CdB

A mensagem do governador foi feita depois que apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, invadiram o Congresso americano durante a votação para oficializar, na véspera, a vitória do democrata Joe Biden na eleição, no mês novembro. 

Por Redação – de São Luís e São Paulo

Governador do Maranhão, o ex-desembargador Flávio Dino (PCdoB-MA) questionou de que lado ficariam as Forças Armadas em um eventual golpe do atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), em 2022, caso ele dispute novamente a Presidência da República.

Governador do Maranhão, o ex-desembargador Flavio Dino (PCdoB) assina manifesto que pede a remoção do presidente Bolsonaro (sem partido)
Governador do Maranhão, o ex-desembargador Flavio Dino (PCdoB) assina manifesto que pede a remoção do presidente Bolsonaro (sem partido)

“E se (ou quando) a invasão golpista, similar a dos Estados Unidos, ocorrer no Congresso Nacional, de que lado ficarão as Forças Armadas? A história brasileira justifica a pergunta. Espero que defendam a Constituição, e não fiquem do lado dos arruaceiros e milicianos”, questionou o chefe do Executivo fluminense no Twitter.

A mensagem do governador foi feita depois que apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, invadiram o Congresso americano durante a votação para oficializar, na véspera, a vitória do democrata Joe Biden na eleição, no mês novembro.

O deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) também indicou que a extrema direita brasileira poderá seguir o roteiro golpista de Donald Trump.

— Perder na disputa, aceitamos, mas para vagabundos ladrões não! — disse o parlamentar

Em queda

Por essas posições golpistas e negacionistas diante da pandemia, no país, a reprovação popular ao governo Bolsonaro deu um salto espantoso de seis pontos percentuais em apenas 15 dias, conforme pesquisa do instituto PoderData. A desaprovação passou de 46% em 21-23 de dezembro para 52% na primeira semana de janeiro. A aprovação caiu de 47% para 44%.

A desaprovação, de 52%, é a mais alta na série do PoderData, iniciada em junho. Este número ainda não mede o impacto do fim dos pagamentos do auxílio emergencial para brasileiros de baixa renda. O programa do governo pagou cinco parcelas de R$ 600 e mais três extras de R$ 300 para pessoas que foram severamente afetadas pela pandemia. Houve pagamentos em dezembro e haverá alguns residuais em janeiro, mas o programa está encerrado.

A pesquisa também perguntou o que os entrevistados acham do trabalho de Bolsonaro como presidente: ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo. O levantamento mostra que 44% da população rejeita o chefe do Executivo, taxa que variou 2 pontos percentuais para cima desde o último estudo. A aprovação agora é de 35%, contra 39% 15 dias antes.