Governo da Colômbia retoma, em Cuba, negociações de paz com ELN

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Publicado sábado, 5 de maio de 2018 as 16:43, por: CdB

A decisão do governo do presidente Juan Manuel Santos e do ELN, o maior grupo guerrilheiro ativo na Colômbia, foi tomada depois que no dia 18 de abril o Equador suspendeu sua facilitação no processo.

 

Por Redação, com Reuters e Prensa Latina – de Havana

 

O governo da Colômbia e o Exército de Libertação Nacional (ELN) retomarão as negociações de paz na próxima semana em Cuba, com as quais pretendem chegar a um acordo de cessar-fogo bilateral para encerrar um conflito armado de mais de meio século, informaram as partes neste sábado.

A Frente de Guerra Urbana do Exército de Libertação Nacional (ELN) reivindicou a autoria do atentado com explosivos contra uma delegacia

A decisão do governo do presidente Juan Manuel Santos e do ELN, o maior grupo guerrilheiro ativo na Colômbia, foi tomada depois que no dia 18 de abril o Equador suspendeu sua facilitação no processo. O país servia como sede das negociações de paz desde fevereiro do ano passado.

Quito suspendeu seu papel de facilitador depois que dois jornalistas equatorianos e seu motorista foram mortos por um grupo de ex-rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que se desmobilizou e depôs as armas sob um acordo de paz negociado em Havana por quatro anos.

“Depois de examinar conjuntamente as opções para retomar os diálogos o mais rápido possível, decidimos dar continuidade ao quinto ciclo na cidade de Havana (Cuba) a partir da próxima semana”, afirmaram as partes em um comunicado conjunto.

Noruega

Além de Cuba; o governo colombiano e o ELN analisaram a possibilidade de transferir a sede da negociação para o Brasil; o Chile, a Noruega ou a Venezuela. Estes servem, junto com o Equador; de garantia para a negociação com a qual se pretende encerrar completamente um conflito armado de mais de meio século. A luta já deixou mais de 200 mil mortos.

Embora o ELN, composto por cerca de 1.5 mil combatentes, seja considerado uma organização terrorista; tanto pelos Estados Unidos quanto pela União Europeia; tenha diminuído suas hostilidades nas últimas semanas, atualmente combate  no nordeste do país. Seus integrantes são acusado de alguns sequestros e ataques a um oleoduto.

Após o acordo de paz assinado em 2016 com as Farc, Santos promoveu o diálogo com o ELN. Tentava, portanto, encerrar, completamente, os confrontos internos no país. O ELN, por sua vez, é acusado de se financiar por meio de sequestros, extorsão; tráfico de drogas e mineração ilegal. O grupo buscou finalmente a paz no passado com outros governos; em tentativas que falharam devido às suas posições radicais.

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