Governo do Iêmen e houthis se reúnem em Amã para avançar em acordo de presos

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Publicado quinta-feira, 17 de janeiro de 2019 as 13:53, por: CdB

Tanto o Ministério das Relações Exteriores jordaniano como a missão da ONU para o Iêmen, que tem sua sede em Amã, não anunciaram oficialmente nenhum detalhe sobre o encontro.

Por Redação, com EFE – de Amã/Saná

Uma delegação do governo do Iêmen e do movimento rebelde dos houthis estão reunidos para resolver os “detalhes” da implementação de um acordo alcançado na Suécia em dezembro para a troca de cerca de 16.000 prisioneiros de guerra, informou nesta quinta-feira à Agência Efe uma fonte da ONU.

O conflito armado no Iêmen começou em 2014, quando os rebeldes xiitas houthis ocuparam a capital Saná e outras províncias

– O que está ocorrendo não são conversas entre as partes. É uma reunião do comitê técnico para detalhar e dar passos para a implementação de um acordo alcançado na Suécia no mês passado para trocar prisioneiros – disse a fonte, que pediu anonimato.

Tanto o Ministério das Relações Exteriores jordaniano como a missão da ONU para o Iêmen, que tem sua sede em Amã, não anunciaram oficialmente nenhum detalhe sobre o encontro.

Por sua parte, Hadi Haig, que lidera a delegação do comitê de troca de prisioneiros do Executivo iemenita, afirmou na sua conta do Twitter que ontem só houve uma reunião com a ONU, sem mencionar os houthis, na capital jordaniana, e que tais conversas foram “frutíferas”.

Além disso, indicou que estão trocando seus pontos de vista para “reordenar o plano segundo o acordo”, destacou.

Há dois dias, a Jordânia aprovou o pedido do enviado da ONU para o Iêmen, Martin Griffiths, para receber este encontro, que tinha ficado no ar depois das desavenças entre as partes do conflito iemenita, que começou no final de 2014.

Os dois lados decidiram nas consultas de paz da Suécia de dezembro trocar cerca de 16.000 prisioneiros de guerra e, segundo informou Griffiths na semana passada ao Conselho de Segurança da ONU, estão completando a lista com os nomes dos que vão ser entregues.

O conflito armado no Iêmen começou em 2014, quando os rebeldes xiitas houthis ocuparam a capital Saná e outras províncias.

Este conflito, que segundo a ONU provocou no Iêmen a maior crise humanitária da atualidade, se agravou em 2015 com a intervenção da coalizão militar integrada por países sunitas e liderada pela Arábia Saudita a favor das forças leais ao presidente iemenita, Abd Rabbuh Mansur al Hadi.

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