Governo reconhece situação de emergência em municípios do Ceará

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Publicado segunda-feira, 22 de julho de 2019 as 12:15, por: CdB

 

A medida facilita o envio de recursos emergenciais da União destinados às ações de combate à seca.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Portaria publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União pelo Ministério do Desenvolvimento Regional reconhece situação de emergência em 22 municípios cearenses atingidos pela seca.

Texto facilita envio de recursos para combate à seca

A medida facilita o envio de recursos emergenciais da União destinados às ações de combate à seca e redução dos impactos da estiagem como a distribuição de água por meio de carros-pipa nessas regiões.

Os 22 municípios cearenses que tiveram a situação de emergência reconhecida são Beberibe, Boa Viagem, Campos Sales, Caririaçu, Catarina, Catunda, Deputado Irapuan Pinheiro, Itapagé, Jaguaretama, Jaguaribara, Jati, Milhã, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Morada Nova, Nova Olinda, Pedra Branca, Pereiro, Piquet Carneiro, Saboeiro, Solonópole e Tarrafas.

Desperdício de alimentos

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, assinou, na semana passada, o decreto que institui o Programa Municipal de Combate ao Desperdício e à Perda de Alimentos. Promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho o programa vai coletar alimentos em feiras livres e mercados municipais, que estejam em boas condições de consumo, mas que seriam descartados por não ter valor comercial, e doar para mais de 300 entidades assistenciais cadastradas no Programa Banco de Alimentos, da prefeitura.

– Já tínhamos um programa, em fase de testes, funcionando em dois mercados e sete feiras, tirando alimento bom que estava sendo desperdiçado e sendo mandado para os aterros. Só com esse programa piloto já conseguimos enviar 110 toneladas de bons alimentados para as entidades que estão cadastradas no banco de alimentos da prefeitura. A meta agora é elevar de sete para 100 feiras, ampliando significativamente a quantidade de entidades que vão ser beneficiadas e, com isso, claro, a população que recebe esse alimento doado e distribuído por essas entidades – disse Covas ao assinar o programa na Feira Livre Cosmorama, na Vila Maria Altas, zona norte da capital paulista.

Coleta

Os responsáveis pela coleta são os beneficiários do Programa Operação Trabalho. Além da coleta, os atuais 39 beneficiários fazem o transporte e a triagem dos alimentos doados por feirantes e permissionários. Além da bolsa-auxílio, no valor de R$1.047,90, os participantes recebem qualificação profissional para a manipulação de alimentos e normas de vigilância sanitária.

– Eles fazem a coleta e gerenciam a distribuição localmente. E o bacana desse programa é que o cidadão que entra recebe a bolsa e qualificação em segurança alimentar, nutrição e sustentabilidade. Ele tem um tempo para ficar no programa. Nesse tempo ele vai aprendendo e sendo estimulado a ir para o mercado de trabalho. Temos parceiros, que são os que doam, que provavelmente vão absorver esses profissionais – explicou a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, Aline Cardoso.

O programa

O programa deve ter o alcance ampliado após essa segunda etapa, disse a secretária. “A cidade de São Paulo tem 800 feiras, o potencial desse programa é gigantesco. Se num piloto chegamos a distribuir 110 toneladas, ampliando poderemos chegar a milhares de toneladas”.

De acordo com a secretária, o programa também corrige distorções, “que é a obesidade por um lado, a desnutrição por outro, a abundância e o desperdício por um lado, e a escassez por outro”.

– Sou uma ambientalista, então eu acho que a gente jogar alimento bom no aterro é uma das maiores estupidez da humanidade. E assim a gente está ajudando a diminuir esse problema e também dando trabalho e renda para quem não tem.

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