Governo do RS age com violência contra trabalhadores rodoviários

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Publicado sexta-feira, 14 de junho de 2019 as 14:32, por: CdB

Nas primeiras horas desta manhã, categoria começava a se reunir para decidir se iria aderir à greve geral quando foi atacada pela polícia militar.

Por Redação, com RBA – de Porto Alegre

As primeiras horas desta manhã desta sexta-feira foram difíceis para os trabalhadores rodoviários de Porto Alegre. Quando eles começavam a se reunir para realizar uma assembleia e decidir se iriam ou não aderir à greve geral, foram reprimidos com violência pela Polícia Militar do estado, comandada pelo governador Eduardo Leite(PSDB).  “Sofremos muito com a repressão.

Ainda antes do dia amanhecer, PM impediu trabalhadores rodoviários de aderirem à greve geral

A repressão do novo governador foi dramática, jogou ‘caveirão’ pra cima, jato d’água, bomba, cavalaria. Teve uma repressão muito grande, com muitos presos e muitos machucados, com a forma irresponsável com que ele conduziu”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Antonio Nespoli. “A repressão obrigou eles a entrarem nos ônibus e saírem para a rua, sob pena de serem demitidos pelas empresas. É lamentável que o aparelho do Estado cumpra esse papel de reprimir quem quer ter o direito de protestar e defender sua aposentadoria.”

População

Por conta da violência, Nespoli explica que o início da greve acabou sendo prejudicado no Estado. Depois, aos poucos, a situação se normalizou e durante a manhã várias mobilizações se dirigiram para a cidade de Porto Alegre, em diálogo com a população. “Estamos explicando a importância da mobilização para impedir essa reforma da Previdência que rouba o nosso futuro.”

Nos últimos dias, assembleias decidiram pela paralisação de cerca de 150 das maiores fábricas no Rio Grande do Sul, assim como escolas e universidades públicas e privadas, além dos  bancários.

Segundo o presidente da CUT-RS, uma série de atos e caminhadas está prevista para acontecer ao longo do dia, culminando com um ato na capital gaúcha, assim como nas 50 maiores cidades do interior do estado. “Para que junto com a classe trabalhadora brasileira, a gente consiga rasgar esse projeto e botar no lixo da história e recuar dos brutais ataques que o governo Bolsonaro está fazendo com o Brasil”, critica Nespoli.

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