Grande Prêmio da Holanda pode voltar graças ao ‘fator Max Verstappen’

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Publicado segunda-feira, 19 de novembro de 2018 as 10:58, por: CdB

Piloto mais jovem a vencer uma corrida de F1, ele tem cinco vitórias até hoje, sendo duas nesta temporada com a Red Bull.

Por Redação, com Reuters – de Londres

A Fórmula 1 tem esperança de ressuscitar o Grande Prêmio holandês e capitalizar a popularidade de Max Verstappen, da Red Bull.

Max Verstappen no GP do Japão

– Estamos muito interessados em correr na Holanda – disse Sean Bratches, diretor-gerente comercial da modalidade, à Reuters no final de semana quando foi indagado sobre um possível retorno ao circuito de Zandvoort, que foi utilizado entre 1952 e 1985.

– Estamos tendo conversas produtivas aqui, e estou cautelosamente otimista de que podemos fazer algo para surpreender e alegrar os fãs naquele território e aproveitar o fator Max – acrescentou.

Reportagens da mídia local levam a crer que um acordo para 2020 pode estar em negociação.

Verstappen, que tem 21 anos e é visto como um futuro campeão mundial, tem muitos seguidores no país e é o piloto de F1 mais bem-sucedido da Holanda.

Piloto mais jovem a vencer uma corrida de F1, ele tem cinco vitórias até hoje, sendo duas nesta temporada com a Red Bull. Cerca de 20 mil fãs holandeses viajaram para assistir à prova da Áustria, sede da equipe, que ele venceu.

Realizado em Zandvoort em maio, o evento Jumbo Racing Days, no qual Verstappen e outros pilotos da Red Bull fizeram corridas de demonstração, atraiu mais de 110 mil pessoas.

O circuito, localizado nas dunas de areia do litoral do Mar do Norte da Holanda, sediou uma prova de F1 pela primeira vez em 1952 e foi reformado desde 1985, quando o austríaco Niki Lauda venceu o último GP no local.

Brasil tem futuro incerto

O Autódromo de Interlagos foi palco de uma corrida tensa e emocionante no domingo, mas o futuro de longo prazo do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 continua incerto.

O contrato atual vence em 2020, e as negociações, difíceis no passado devido a exigências de melhorias caras no circuito de São Paulo, podem se complicar ainda mais.

A prefeitura disse que pretende privatizar o autódromo como parte dos planos para reduzir os gastos públicos.

O prefeito Bruno Covas assistiu à corrida de domingo e disse a repórteres que a cidade planeja ir adiante com a privatização e garantir a continuação da prova.

Um projeto de lei com essa proposta ainda precisa ser aprovado em uma segunda votação na Assembleia Legislativa que não tem data marcada.

– A corrida é importante para a cidade, todos nós temos interesse em mantê-la – disse Covas.

O modelo definitivo da privatização, que preocupou parte da comunidade automobilística brasileira por conter a proposta de edifícios residenciais em uma parte do terreno, é considerado essencial para as conversas sobre a preservação do GP na cidade.

Alguns pilotos locais se reuniram recentemente com Covas na prefeitura para debater a situação. Interlagos é a única prova sul-americana no calendário da F1, mas o Brasil não tem mais nenhum piloto competindo na categoria desde a aposentadoria de Felipe Massa, vice-campeão mundial em 2008.

Com ingressos esgotados, a corrida de domingo foi vencida pelo pentacampeão mundial Lewis Hamilton, rendendo o título de construtores para a Mercedes, depois que a Red Bull de Max Verstappen se envolveu em uma colisão com a Force India de Esteban Ocon quando liderava.

O incidente controverso foi muito comentado, e após a corrida Verstappen confrontou Ocon raivosamente e lhe deu vários empurrões.

Controlada pela empresa norte-americana Liberty Media, a F1 planeja expandir seu calendário, incluindo novos locais, como o Vietnã, e mais corridas nos Estados Unidos.

Na semana passada, o diretor-gerente comercial da modalidade, Sean Bratches, disse que a F1 quer manter suas “corridas tradicionais”, mas que também tem que ser administrada como um negócio.

Um porta-voz da F1 disse que não existe pressa para acertar uma renovação de contrato com o Brasil e que ainda há tempo de sobra.

– O Brasil é um país importante para a F1 – acrescentou.

Lewis Hamilton

Após ter conquistado o pentacampeonato mundial de Fórmula 1 faz duas semanas, no México, o britânico Lewis Hamilton (Mercedes) conquistou na semana passada a décima vitória na temporada, desta vez no Grande Prêmio do Brasil, graças em boa parte a um acidente sofrido pelo holandês Max Verstappen (Red Bull).
Pole position no circuito de Interlagos, em São Paulo, Hamilton perdeu a liderança para Verstappen na 40ª de 71 voltas, mas recuperou a posição porque o holandês se chocou com o francês Esteban Ocon (Force India) quatro voltas depois.

O mais novo pentacampeão cruzou a linha de chegada à frente pela 72ª vez na carreira, a segunda no Brasil. Apesar de todo o esforço, o piloto da Red Bull, que havia saído em quinto lugar, teve de se contentar com a segunda posição.

Quem completou o pódio foi o finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, que resistiu às investidas de Daniel Ricciardo (Red Bull) e obteve a terceira colocação, deixando o australiano em quarto. Já o outro piloto da escuderia italiana, o alemão Sebastian Vettel, vice-campeão do ano, ficou na modesta sexta colocação, atrás também de outro representante da Finlândia, Valtteri Bottas, quinto.

De quebra, a Mercedes confirmou a conquista do quinto título consecutivo do Mundial de construtores. O time alemão foi a 620 pontos e não pode mais ser alcançado em Abu Dhabi, na última prova do calendário, daqui a duas semanas. Em segundo lugar, a Ferrari está 67 pontos atrás.

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