Greta pede a Merkel para sair de ‘zona de conforto’ climática

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Publicado quinta-feira, 20 de agosto de 2020 as 14:39, por: CdB

A ativista sueca Greta Thunberg pediu a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, para “ser corajosa o suficiente para pensar no longo prazo” em um reunião realizada nesta quinta-feira na qual as duas debateram a crise climática e medidas para combater o aquecimento global.

Por Redação, com Reuters – de Berlim

A ativista sueca Greta Thunberg pediu a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, para “ser corajosa o suficiente para pensar no longo prazo” em um reunião realizada nesta quinta-feira na qual as duas debateram a crise climática e medidas para combater o aquecimento global.

Ativista climática Greta Thurnberg se reúne com chanceler alemã Angela Merkel em Berlim
Ativista climática Greta Thurnberg se reúne com chanceler alemã Angela Merkel em Berlim

Durante uma conversa de 90 minutos na chancelaria, Merkel explicou suas prioridades de política climática durante a presidência alemã da União Europeia, o objetivo de alcançar a neutralidade climática do bloco até 2050 e as metas provisórias de reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2030, disse um porta-voz do governo.

Falando aos repórteres após o encontro, Thunberg disse que Merkel foi simpática e muito amistosa, mas que a chanceler tem uma grande responsabilidade e uma oportunidade enorme de se tornar uma líder mundial no enfrentamento da mudança climática.

– Tudo se resume a todos nós começarmos a tratar a crise climática como tratamos qualquer outra crise – disse Thunberg, acrescentando que ela e outros ativistas pediram a Merkel para enfrentar a mudança climática com mais urgência.

Zonas de conforto

– O que queremos são líderes. Queremos que as pessoas se posicionem, que ousem sair de suas zonas de conforto, que priorizem o futuro diante de nós agora e que sejam corajosas o suficiente para pensar no longo prazo.

Thunberg foi acompanhada por colegas do grupo de ativismo Fridays for Future, entre eles Luisa Neubauer.

– Ela ao menos confirmou que está disposta a fazer coisas durante a presidência – disse Neubauer. “Mas, no final das contas, trata-se de orçamentos em comum, tratam-se de metas muito claras, tratam-se de números e cifras e de precisarmos de ação, mais do que de palavras bonitas e imponentes.”

O porta-voz do governo disse que Merkel e os ativistas concordaram que o aquecimento global representa um desafio para o mundo e que os países industrializados têm uma responsabilidade especial em seu combate.

“A base disto é a implantação constante do Acordo Climático de Paris”, disse o porta-voz.

No início desta semana, o governo alemão admitiu que não teria cumprido sua meta climática de 2020 se o dano econômico causada pela pandemia de coronavírus não tivesse provocado uma queda acentuada das emissões de gases de efeito estufa.