Grupamento de Operações com Cães da Seap ganha reforço de três novos animais

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Publicado sexta-feira, 29 de novembro de 2019 as 14:13, por: CdB

Para Frida, Java e Quatiara, tudo é uma grande brincadeira. Segundo os profissionais do GOC, o adestramento dos animais é baseado na recompensa.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

As mais novas aliadas no combate à entrada de material ilegal nos presídios do Rio de Janeiro têm quatro patas e atendem pelos nomes de Frida, Java e Quatiara. As cadelas integram o Grupamento de Operações com Cães (GOC), da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), e vão reforçar as operações dentro das unidades prisionais do Complexo de Gericinó, em Bangu, na busca por celulares, drogas e armas. Esta é a primeira vez que a administração estadual investe na aquisição de animais para auxiliar na segurança penitenciária no Rio de Janeiro.

As mais novas aliadas no combate à entrada de material ilegal nos presídios do Rio de Janeiro têm quatro patas e atendem pelos nomes de Frida, Java e Quatiara
As mais novas aliadas no combate à entrada de material ilegal nos presídios do Rio de Janeiro têm quatro patas e atendem pelos nomes de Frida, Java e Quatiara

– Os animais são da raça pastor belga malinois e têm entre dois e três anos. Com esta aquisição feita pela Seap, o Rio de Janeiro se iguala às forças de segurança de países como Estados Unidos, Israel e Alemanha, que também utilizam esta raça para detecção de materiais ilícios através do faro. As três cadelas já vieram treinadas e, agora, estamos aperfeiçoando e adaptando os cães para o trabalho nas unidades prisionais do Complexo de Gericinó – informou o chefe do GOC, inspetor penitenciário e veterinário Fábio Rodrigues Marques.

Para Frida, Java e Quatiara, tudo é uma grande brincadeira. Segundo os profissionais do GOC, o adestramento dos animais é baseado na recompensa: as cadelas vão em busca do material e, quando o localizam, querem o brinquedo – a bola ou o mordedor.

– Nosso treinamento é contínuo e, por isso, quase que diariamente, trabalhamos com os cães para apurar cada vez mais o faro deles. É possível, por exemplo, identificar armas pelo odor da pólvora contida na munição ou pelo lubrificante utilizado no armamento. Durante o treinamento, os animais não têm contato com drogas. Utilizamos uma tecnologia que simula o cheiro dos entorpecentes, que podem ser desde maconha a drogas sintéticas. No caso de celulares, é possível saber pelos materiais que os aparelhos possuem, como baterias de ion e lítio – detalhou o inspetor Marques.

Recorde de apreensões 

Só de janeiro a outubro deste ano, dezenas de operações foram realizadas nas unidades prisionais, que resultaram em um recorde de apreensões de celulares – 9.193 aparelhos foram encontrados de maneira irregular, um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. A Secretaria de Administração Penitenciária pretende intensificar os processos de revista nas unidades e nos veículos que circulam no Complexo.

– A expectativa é sempre melhorar nosso aproveitamento para que cada vez mais aumente o número de apreensões. As três cadelas recém-chegadas já demonstraram que têm alto potencial de faro e queremos treiná-las para que cheguem no nível que possam encontrar até mesmo um chip de celular – revelou o chefe do GOC.

Ao todo, o Grupamento de Operações com Cães conta com 10 cães – cinco são destinados para faro e os outros cinco para contenção e intervenção nas unidades prisionais. O GOC atua com 16 profissionais: 14 homens e duas mulheres.