Grupos apoiados por Google criticam novos alertas da Apple

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Publicado sexta-feira, 3 de julho de 2020 as 11:34, por: CdB

Um grupo de associações europeias de publicidade digital criticou nesta sexta-feira os planos da Apple de exigir que os aplicativos busquem uma permissão adicional dos usuários antes de rastreá-los em outros aplicativos e sites.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco/Bruxelas

Um grupo de associações europeias de publicidade digital criticou nesta sexta-feira os planos da Apple de exigir que os aplicativos busquem uma permissão adicional dos usuários antes de rastreá-los em outros aplicativos e sites.

Grupos apoiados por Google criticam novos alertas da Apple sobre rastreamento de usuários
Grupos apoiados por Google criticam novos alertas da Apple sobre rastreamento de usuários

A Apple divulgou na semana passada recursos de seu próximo sistema operacional que exigirão que aplicativos mostrem uma tela pop-up antes que eles habilitem uma forma de rastreamento geralmente necessária para exibir anúncios personalizados.

Facebook e Google

Cerca de 16 associações de marketing, algumas das quais apoiadas por Facebook e Google, criticaram a Apple por não aderir a um sistema de anúncios que busca o consentimento do usuário sob as regras de privacidade europeias. Agora, os aplicativos precisarão pedir permissão duas vezes, aumentando o risco de os usuários recusarem, argumentaram as associações.

Facebook e Google são as maiores dentre milhares de empresas que rastreiam os consumidores online para entender seus hábitos e interesses e veicular anúncios direcionados.

A Apple disse que o novo recurso visa dar aos usuários uma maior transparência sobre como suas informações estão sendo usadas. Em sessões de treinamento em uma conferência de desenvolvedores na semana passada, a Apple mostrou que os criadores de apps podem apresentar qualquer número de telas adicionais antecipadamente para explicar por que a permissão é necessária antes de acionar o pop-up.

O pop-up diz que um aplicativo “deseja permissão para rastrear você em aplicativos e sites de outras empresas” e fornece ao desenvolvedor do aplicativo a possibilidade de adicionar um texto para explicar por que a permissão é solicitada.

O grupo de empresas europeias de marketing disse que o aviso pop-up e a capacidade limitada de personalizá-lo ainda acarretam “um alto risco de recusa do usuário”.

Mercado do Google

Os reguladores da União Europeia estão verificando se a compra da Fitbit pelo Google pode permitir que fabricantes rivais de dispositivos vestíveis, desenvolvedores de aplicativos e outros provedores de serviços online saiam do mercado, aumentando o domínio do Google nas áreas de publicidade e pesquisas online.

Os prestadores de serviços de saúde também estão sendo questionados se veriam o Google como rival no caso da aprovação do acordo de US$ 2,1 bilhões, de acordo com documentos da UE vistos pela agência inglesa de notícias Reuters.

As consultas da UE destacam a importância dos dados de saúde da Fitbit, gerados a partir de seus dispositivos, que são usados para monitorar passos diários dos usuários, calorias queimadas e distância percorrida, e como isso pode estender ainda mais o poder de mercado do Google em um setor de rápido crescimento.

Um questionário de 47 páginas para possíveis rivais pergunta se o acordo reforçará o domínio do Google na área de pesquisas e na publicidade online e como o mercado de smartwatches e dispositivos fitness se desenvolverá se a venda da Fitbit for concluída.

“Na sua opinião, a agregação dos dados da Fitbit ao banco de dados do Google fortaleceria a posição do Google no fornecimento de serviços de publicidade online?”, questionam os reguladores.

Eles também querem saber se os usuários terão outra opção caso os preços dos dispositivos da Fitbit subam e se o Google fornecerá seu sistema operacional para relógios inteligentes em termos menos favoráveis, ou até parar de fornecê-los, aos rivais da Fitbit.

A Comissão Europeia deve tomar uma decisão sobre o acordo até 20 de julho.

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