Grupos violentos invadem protesto pacífico de trabalhadores de saúde na França

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Publicado terça-feira, 16 de junho de 2020 as 13:00, por: CdB

Grupos violentos invadiram um protesto pacífico de trabalhadores da saúde em Paris nesta terça-feira, informou a polícia, virando ao menos um carro e lançando projéteis contra policiais.

Por Redação, com Reuters – de Paris

Grupos violentos invadiram um protesto pacífico de trabalhadores da saúde em Paris nesta terça-feira, informou a polícia, virando ao menos um carro e lançando projéteis contra policiais.

Manifestantes entram em confronto com a polícia em Paris
Manifestantes entram em confronto com a polícia em Paris

Pouco depois, a tropa de choque da polícia montou formação em um dos lados da esplanada dos Inválidos e disparou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Os bombeiros apagaram fogo de uma lixeira que havia sido incendiada.

Protestos

“Grupos violentos estão tentando interromper um protesto pacífico dos trabalhadores da saúde”, tuitou a polícia de Paris.

Junto ao tuíte, havia imagens em vídeo de vários manifestantes empurrando um carro capotado no meio de uma avenida da capital francesa.

Um segundo vídeo divulgado nas redes social, cuja origem não pôde ser verificada pela Reuters, mostrou manifestantes, com o rosto coberto por máscaras, empurrando uma van branca antes de quebrar as janelas do veículo.

Restaurantes de Paris

Restaurantes parisienses reabriram cautelosamente suas áreas internas na segunda-feira, embora praticamente sem turistas e com muitos franceses ainda trabalhando em casa, após o governo francês abrandar uma das últimas grandes medidas de restrição ainda em vigor para conter o coronavírus.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse no domingo que restaurantes e cafés em Paris poderiam reabrir totalmente a partir desta segunda-feira, mesmo dia em que a França suspendeu as restrições de fronteira para os viajantes da União Europeia.

Os restaurantes fora da região de Paris puderam abrir novamente a partir de 2 de junho, mas, na capital, que foi mais atingida pelo vírus, os locais só podiam atender clientes em espaços ao ar livre.

No Le Mesturet, um bistrô entre a Ópera Garnier e o Museu do Louvre, o proprietário Alain Fontaine afirmou que era um alívio reabrir, mas alertou que, sem turistas e com muitas pessoas ainda trabalhando remotamente, os restaurantes não deveriam operar em plena capacidade para evitar o risco de falências.

– Estou certo de que, no final do verão, todos reabrirão, mas pode levar de seis meses a um ano até que os negócios se recuperem totalmente como estavam antes – disse.

Os clientes ficaram felizes em visitar seus locais preferidos novamente.

– Com a possibilidade de refeições em ambientes fechados, sinto vontade de comer fora de novo. Na calçada não é a mesma coisa – disse o empresário Nicolas.